Celesc recebeu quase 100 solicitações para uso de postes em Brusque no ano passado

Alta demanda causa superlotação em estruturas; empresa estuda alternativas para melhorar ocupação

Celesc recebeu quase 100 solicitações para uso de postes em Brusque no ano passado

Alta demanda causa superlotação em estruturas; empresa estuda alternativas para melhorar ocupação

Em 2016, a Celesc recebeu 89 solicitações de empresas interessadas em compartilhar os postes em Brusque. Deste total, 42 foram autorizadas. O número elevado expõe a realidade de superlotação em vários postes da cidade, problema que se arrasta há anos.

O Procon, por exemplo, realizou reunião com diversas companhias de telefonia em 2012 para definir melhores práticas no que se refere ao uso de postes em Brusque. Cinco anos depois, as ações por parte do órgão de proteção ao consumidor não existem mais, enquanto que a Celesc trabalha num programa piloto para melhorar a ocupação.

De acordo com a estatal, há 18,1 mil postes na região de Brusque, com 14 empresas compartilhando o uso. São companhias de internet, telefone e TV a Cabo que precisam das estruturas.

Com o avanço da internet de alta velocidade, a quantidade de companhias atuando em Brusque tem crescido. Depois da reunião de 2012 do Procon, a superlotação em postes voltou a ser debatida em 2015.

Na ocasião, o vereador Jean Pirola apresentou projeto de lei complementar – que não foi aprovado até o momento – para disciplinar o compartilhamento das estruturas. As empresas ficariam obrigadas a ter canais de comunicação e manter os fios identificados por placas metálicas.

A coordenadora de educação ao consumidor do Procon de Brusque, Maria Cristina Couceiro, diz que, nos últimos dois anos, a quantidade de reclamações por ligações irregulares em postes foi praticamente irrelevante.

Maria, que atualmente está respondendo pelo órgão, diz que não está descartado realizar um estudo sobre a ocupação dos postes da cidade no futuro. O Procon está sem diretor após o último ter sido exonerado.

Ligações irregulares
Segundo a Celesc, há demanda por parte de mais empresas para usar as estruturas. Contudo, a infraestrutura atual não permite que mais solicitações de utilização sejam autorizadas. Um dos motivo para essa limitação são as ligações irregulares.

Os “gatos” atrapalham a Celesc e colocam a população em risco. Por isso, a Celesc implantou, em 2014, o Plano de Readequação, projeto no qual a empresa mapeia as regiões, identifica as ligações irregulares e multa as companhias.

Dentro deste plano, a Celesc conta, neste momento, com dois projetos pilotos em andamento: um em Jaraguá do Sul, no Norte catarinense, e outro em São José, na Grande Florianópolis. Segundo a empresa, as duas regiões são conhecidas pelo grande número de ligações irregulares.

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