Cerca de 50 pessoas participam do Ato em Defesa da Justiça em Brusque

Movimento foi realizado em frente à Justiça Federal nesta terça-feira, 23

Cerca de 50 pessoas participam do Ato em Defesa da Justiça em Brusque

Movimento foi realizado em frente à Justiça Federal nesta terça-feira, 23

Cerca de 50 pessoas participaram no fim da tarde desta terça-feira, 23, do Ato em Defesa da Justiça, no Centro de Brusque, a exemplo de várias cidades do Brasil.

A ação apoia o julgamento e punição de políticos que tenham cometido delitos durante o exercício de seu mandato ou função de cargo público.

O ato foi realizada em frente à Justiça Federal de Brusque na véspera do julgamento do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva no Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF-4), em Porto Alegre.

Organizado pelo movimento Vem pra Rua de Brusque, o ato durou cerca de 30 minutos, já que após isso uma forte tempestade tomou conta da cidade.

O coordenador do manifesto, Ronald Ivar Kamp, diz que o ato simboliza a esperança do cidadão, que acredita que a justiça será feita. Ele afirma que os manifestantes são contra o foro privilegiado e as regalias concedidas por servidores públicos em todas as esferas do serviço público brasileiro.

Para Kamp, políticos são funcionários pagos pelos contribuintes e devem ser modelo de ética e zelo aos bens e recursos públicos. “Não defendemos partido algum, defendemos apenas a ética e a moral no exercício de qualquer cargo público. Queremos apenas a justiça, independente de partido”, diz o coordenador.

Ele afirma que o movimento não é somente contra Lula, mas contra todos os envolvidos em crimes tanto civis quanto relacionados ao exercício de sua função pública. “Temer, Dilma, Lula, FHC, Aécio, Cunha, Jucá, Calheiros, Maluf, Sarney, Lobão, Cabral, Picciani, Garotinho”, enumera.

A empresária Alzira Daros, do Souza Cruz, esteve no ato junto com sua filha, genro e neto. Ela acredita que mais pessoas poderiam participar do movimento, levando em consideração que a cidade tem mais de 120 mil habitantes.

“Isso demonstra a falta de conhecimento do povo. Muitos nem sabem o que é a Operação Lava Jato, mas fico feliz de eu e minha família estarmos fazendo a nossa parte”, diz Alzira, que está confiante que Lula será condenado.

Da mesma maneira, Vilma Tomazoni e seu esposo, do Águas Claras, acreditam que “a justiça será feita”. Para Vilma, atos como este são sinônimos de democracia e devem ser obrigação dos cidadãos. “Nós acreditamos num país melhor e estamos fazendo a nossa parte”.

Veja como foi a manifestação:

Julgamento de Lula
O Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF-4) realizará nesta quarta-feira, 24, o julgamento em segunda instância do ex-presidente Lula, condenado a nove anos e seis meses de prisão pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância.

A 8ª Turma do TRF-4, sediada em Porto Alegre (RS), julgará o recurso da condenação do petista. O julgamento é relativo ao caso em que o ex-presidente é acusado de receber propina disfarçada por meio de um tríplex no Guarujá, litoral de São Paulo.

De acordo com a condenação de Moro, Lula recebeu R$ 3,7 milhões da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012, em consórcio com a Petrobras. Ao todo, nas contas da Lava Jato, o esquema criminoso movimentou R$ 6,2 bilhões em propina, gerando à petrolífera um prejuízo estimado em R$ 42 bilhões. Para o MPF, Lula era o elo entre o esquema partidário de corrupção e a estrutura de governo.

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