Cerca de 60 trabalhos são apresentados na Feira Regional de Matemática e de Ciência e Tecnologia

Atividades aconteceram na Escola de Educação Básica Professor João Boos, em Guabiruba, nesta sexta-feira, 18

Cerca de 60 trabalhos são apresentados na Feira Regional de Matemática e de Ciência e Tecnologia

Atividades aconteceram na Escola de Educação Básica Professor João Boos, em Guabiruba, nesta sexta-feira, 18

A troca de conhecimentos norteou as atividades da 20ª Feira Regional de Matemática e da 9ª Feira Regional de Ciência e Tecnologia. O evento aconteceu na Escola de Educação Básica Professor João Boos, em Guabiruba, duranta toda a sexta-feira, 18, e reuniu centenas de alunos das redes municipal, estadual e particular dos oito municípios de abrangência da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Brusque.

Ao todo, cerca de 60 trabalhos foram apresentados – 47 de matemática nas categorias Educação Infantil, Educação Especial, Anos Iniciais, Ensino Médio, Professor e Ensino Superior – e 11 trabalhos de Ciência e Tecnologia de estudantes da rede pública estadual, nas categorias Anos Finais, Ensino Médio e Ensino Profissionalizante.

O principal objetivo das feiras é a troca de conhecimentos entre os estudantes, conforme explica a assistente técnico-pedagógico da ADR, Luciane Mara do Nascimento Ribeiro. Ela diz que o evento é muito amplo e é a oportunidade que os alunos têm de apresentar os trabalhos dos respectivos segmentos que foram realizados no primeiro semestre nas escolas.

“A feira é uma grande aula, é o congraçamento de escolas diferentes, de outros município, de alunos com vidas e histórias diferentes. Aqui todos estão em pé de igualdade, onde a educação é o que mais importa”, diz.

Durante o dia os trabalhos são avaliados por uma equipe da ADR e ao fim os melhores são premiados. Há 11 troféus na Feira de Matemática e três na de Ciência e Tecnologia, além de menções honrosas.

Os melhores trabalhos serão escolhidos para a etapa catarinense que acontece em Criciúma, no fim de setembro. O Centro Universitário de Brusque (Unifebe) é parceiro do evento e responsável pela validação da certificação das feiras.

A diretora da escola João Boos, Rosinei Ana Cugik dos Reis, afirma que é um orgulho para a instituição receber o evento. “É um momento de aprendizagem e integração, onde os alunos podem conhecer o trabalho dos colegas”.

Geração de energia
Três alunos do 2º ano da escola João Boss criaram um gerador de energia. Guilherme Uller, 17 anos, conta que a tinturaria Kohler, case estudado, poderia reaproveitar melhor a energia.

Ele diz que tudo o que não é aproveitado na empresa é jogado fora. “Eles geram vapor na caldeira e uma grande parte é jogado fora. Então pensamos em desenvolver um gerador de energia entre a válvula de segurança e caldeira e gerar energia para a própria fábrica”, argumenta.

Vacas leiteiras
A professora orientadora da escola Edith Krieger Zabel, Ariana Aparecida de Liz, trabalhou com estudantes dos anos iniciais – frações, tabuada, sistema monetário, sólidos geométricos, entre outros assuntos, levando em consideração algo presente na vida das crianças – a vaca.

Ela conta que as vivências sociais das crianças estimulam o conhecimento, além de ser uma forma de valorizar a comunidade. Assim, os estudantes acompanharam processos de ordenha de vacas, produção de queijo, para poder relacionar com a matemática. “Trabalhamos a quantidade de animais, o valor do quilo do queijo, litros de leite, tudo voltado para a vaca. Foi um projeto bem rico e gratificante”.

Alunos da escola Edith Krieger Zabel aprenderam matemática fazendo relações com a produção leiteira/ Daiane Benso

Raciocínio lógico
Um modo de pensar que ajuda a resolver problemas ou chegar a uma conclusão sobre determinado assunto. Com este propósito, as alunas Luisa Cunha, 14 e Letícia Hoinatz, 13, do 8º ano da escola Professora Augusta Knorring, apresentaram seu trabalho na feira de Matemática. Desde o ano passado elas estudam o tema e por meio de mapas conceituais e diagramas explicaram como “filosofia, português e matemática” se convergem.

“Buscamos descobrir uma maneira fácil de resolver as coisas. Na prática, resolvemos de forma consciente os problemas do dia a dia”, diz Luisa.

Raciocínio lógico foi o trabalho apresentado por alunas da escola Professora Augusta Knorring/ Daiane Benso

Plante e multiplique
Por viverem dentro de apartamentos e não terem a oportunidade de plantar e manusear plantas, os alunos do 2º ano da escola Padre Lux fizeram durante junho e agosto pequenos canteiros e plantaram alface.

Isadora Elisa Rosa e Ana Luiza Capistrano, de 7 anos, tiveram a experiência e trabalharam medidas de peso por meio desta dinâmica. “No começo pesamos o potinho vazio com 80 gramas. Depois, com a muda, pesou de 160 a 180 gramas, e depois ainda colocamos café para a alface ficar mais forte”, explica Ana Luiza.

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