Rodrigo Santos

Jornalista esportivo - rodrigosantos@omunicipio.com.br

Chape tem tudo para levar o Estadual

Rodrigo Santos

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Chape tem tudo para levar o Estadual

Um passo enorme para o título. Com um gol de Luiz Antônio, a Chapecoense está muito próxima de levar mais um Estadual em uma partida que teve polêmica causada pelo “showman” Héber Roberto Lopes. Com o melhor elenco de Santa Catarina, tudo indica que o time da casa levará o segundo título seguido.

Infelizmente, temos que falar de arbitragem. Mas o torcedor avaiano não pode se agarrar nisso para analisar ou até justificar a derrota. Faltou inspiração, principalmente no segundo tempo, e o técnico Claudinei Oliveira, em uma troca, tirou o que poderia ser o diferencial diante de uma situação adversa. A saída de Marquinhos matou o time e faltou poder de reação.

Vamos falar das expulsões: Capa, como jogador profissional que é, deve saber que é um risco deixar o cotovelo em uma disputa de bola. Ainda mais deixando ele tão em cima, no rosto do seu marcador. Aí, você joga a decisão na consciência do árbitro, que pode não dar nada ou exagerar. Aconteceu o pior, e o time sentiu. Vinte minutos depois, Héber compensou e expulsou Girotto em um lance mais leve. No meio desse tempo, a Chape fez 1 a 0.

Mas havia muito jogo pela frente, e o Avaí tinha tempo para empatar e talvez virar. A saída de Marquinhos foi criticada pelo próprio, e eu assino embaixo: mesmo se for pra recompor a marcação ainda no primeiro tempo, você não pode tirar o craque do time, o cara que pode decidir em uma bola parada ou jogada individual numa situação complicada, ainda mais em final. Além do mais, a opção pelo desconhecido Maurício Tomazi, em plena decisão, é bastante questionável. Antes Claudinei Oliveira tivesse tirado Rômulo, onde o dano seria bem menor.

A Chapecoense, que tinha o regulamento para si, entrou em campo para administrar e saiu lucrando com o placar a favor. Luiz Antonio aproveitou um buraco entre as linhas de marcação avaianas para fazer o gol, e a partir daí tratou de gastar o relógio e esperar o apito final. Faltou ao Avaí algumas doses a mais de vontade e, principalmente, qualidade de finalização. O final da partida reservou várias oportunidades, com conclusões bem abaixo da média. É obrigatório reconhecer a superioridade técnica.

Nesta semana, o Avaí juntou os cacos e conversou muito (Marquinhos esbravejou contra o técnico no fim da partida e parece que já se acertaram), para tentar a partida perfeita em Chapecó para fazer os dois gols de diferença. E tem que ser um jogo de excelência, onde Marquinhos terá que jogar como nunca, o time terá que suprir a falta de Capa na ala esquerda e, principalmente, ficar de olho na linha de contra-ataque da Chape, sempre à espreita esperando um golpe fatal.

Tecnicamente o jogo foi decepcionante, mas a Chapecoense não quis trocar chumbo e o Avaí ficou devendo em futebol. Penso que há uma grande diferença em qualidade. Vai ser muito complicado para o time de Florianópolis.


Série D
É compreensível o fato do Brusque ter uma capacidade menor de investimento para a Série D, que começa daqui a pouco mais de duas semanas. Não há dinheiro da televisão, a quantidade de jogos é menor e o apelo é muito pequeno, a não ser que você chegue nas últimas fases. Mas esse tipo de planejamento vai ter que mudar caso o clube deseje ir para a C, num cenário bem mais favorável: é necessário comer a “carne de pescoço” antes, e montar um time para subir no Brasileirão.


Preparação
O Brusque treina em dois turnos mas ainda não tem um time completo pra colocar em campo. Dois foram anunciados ontem, com destaque para Wilson Jr.,um atacante que me impressionou positivamente nos jogos contra o São Bento no ano passado. Tenho uma preocupação grande com o jogo de estreia: o Operário de Ponta Grossa tem o time pronto há tempo e está disputando a segundona paranaense, onde faz boa campanha. É muito pouco tempo para ajeitar o time.


Investimento
O governo federal anunciou ontem um repasse de R$ 15 milhões para o município de Chapecó, através de projeto cadastrado no Ministério do Esporte, para obras de ampliação na Arena Condá. Eu penso que o Brusque poderia tentar achar um caminho parecido, seja com algum investimento para obras no estádio ou até o famoso patrocínio da Caixa que hoje beneficia dezenas de clubes. Ajuda política também é bom.


Não mais
O time do Barra não alugará mais o estádio Augusto Bauer para os jogos da Série B do Campeonato Catarinense, que começa no mês de julho. O time de Balneário Camboriú resolveu mandar suas partidas no campo sintético do Estádio Camilo Mussi, do Almirante Barroso.

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