Censo: saiba quantas pessoas moram sozinhas e acompanhadas em Brusque
Números divulgados referem-se à pesquisa feita no ano de 2022
Os dados mais recentes do Censo 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ajudam a entender como vivem as famílias brusquenses.
As informações mostram que o tamanho médio dos lares varia conforme o perfil de quem está à frente da casa e confirmam uma tendência nacional: famílias menores, independentemente de o domicílio ser chefiado por um homem ou por uma mulher.
Em Brusque, as casas chefiadas por homens têm, em média, três pessoas, enquanto aquelas em que a responsável é mulher costumam ter um pouco menos. A idade também influencia no tamanho das famílias: quanto mais jovem o responsável, maior o número de moradores.
Nos lares em que o responsável tem até 17 anos, vivem em média três a quatro pessoas. Já nas casas em que o chefe tem 60 anos ou mais, o número cai para pouco mais de duas pessoas, geralmente casais idosos ou pessoas que moram sozinhas.
Média de moradores em domicílios por grupo de idade do responsável
Até 17 anos: 3,41
25 a 39 anos: 2,97
40 a 59 anos: 2,95
18 a 24 anos: 2,61
60 anos ou mais: 2,3
Lares menores e mais simples
O levantamento mostra que a maioria das casas em Brusque tem duas ou três pessoas. Em seguida, aparecem as famílias com quatro moradores, e depois os domicílios com apenas uma pessoa.
São 7,6 mil brusquenses vivendo sozinhos, número que representa cerca de 15% das residências da cidade.
Domicílios por número de moradores
2 moradores: 15.315 (30,4%)
3 moradores: 13.606 (27%)
4 moradores: 9.024 (17,95%)
1 moradores: 7.675 (15.2%)
5 moradores: 3.128 (6,2%)
6 ou mais: 1.534 (3,05%)
Quando se observa o tipo de família, os lares nucleares, formados por um casal com ou sem filhos, seguem como os mais comuns e somam 69% das moradias.
Há também famílias estendidas, onde convivem outras gerações, como avós, netos ou noras, que representam 13%. Outras 2% das casas reúnem pessoas sem laços de parentesco, como amigos, agregados ou pensionistas.
Casais predominam, mas há diversidade
Entre as mais de 50 mil residências de Brusque, duas em cada três têm um casal morando junto. A maioria (66%) é formada por casais de sexos diferentes (33,6 mil lares), mas há também 377 casas com casais do mesmo sexo, o equivalente a menos de 1% do total.
Em outras 16 mil residências (32%), o responsável não tem cônjuge, sendo, na maioria das vezes, pessoas que moram sozinhas, mães solo, pais separados ou viúvos.
Diferenças entre homens e mulheres
O Censo também revela diferenças no formato das famílias conforme o sexo de quem as chefia. Na maioria das residências (24,8%), os responsáveis são homens que vivem com a companheira e filhos em comum. Já entre as mulheres, essa configuração é menos frequente, presente em uma em cada dez casas (11%).
Por outro lado, os lares formados por mulheres sem cônjuge e com filhos são bem mais comuns, quase 10%, contra menos de 2% entre os homens.
Composição de domicílios por sexo do responsável
Homens com cônjuge e com filho (s) de ambos: 24,8%
Homens com cônjuge, mas sem filhos: 16,3%
Mulheres com cônjuge e com filho (s) de ambos: 11%
Mulheres com outras composições: 10,8%
Homens com outras composições: 10%
Mulheres sem cônjuge e com filhos ou enteados: 9,6%
Mulheres com cônjuge, mas sem filhos: 7,6%
Homens com cônjuge e apenas um filho de um deles: 4%
Mulheres com cônjuge e apenas um filho de um deles: 3,5%
Homens sem cônjuge e com filhos ou enteados: 1,8%
Diferenças por cor ou raça
O levantamento também mostra variações no tamanho das famílias conforme a cor ou raça do responsável.
Em Brusque, os lares chefiados por pessoas pardas e pretas são, em média, os que reúnem mais moradores, pouco mais de três por casa. Já os domicílios comandados por pessoas brancas ou amarelas costumam ter duas a três pessoas.
Média de moradores em domicílios por cor ou raça do responsável
Parda: 3,08;
Preta: 3.05;
Indígena: 2,96;
Amarela: 2,78;
Branca: 2,71.
Retrato atual
Esses números ajudam a desenhar o retrato atual das famílias de Brusque: lares menores, com menos filhos e com os homens sendo os responsáveis.
Especialistas apontam que o fenômeno dos lares menores reflete mudanças nos hábitos sociais, o envelhecimento da população e a busca por modos de vida mais individuais, que incluem, em muitos casos, a escolha de não ter filhos.
Assista agora mesmo!
Como eram os bailes que apresentavam as jovens de Brusque à sociedade em noites de gala:
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