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Moradores de casas danificadas por queda de trator cobram manutenções da prefeitura; Procuradoria-Geral se manifesta

Acidente ocorreu no dia 15 de julho

Após quase um mês da queda de um trator sobre casas no bairro Zantão, em Brusque, moradores das residências atingidas seguem com destroços do acidente em casa. A Procuradoria-Geral de Brusque se manifestou sobre o caso.

De acordo com Mateus Borille, morador que teve a casa atingida pelo trator, desde a interdição da casa não houve qualquer contato feito pela Prefeitura de Brusque. “A única pessoa que apareceu lá da prefeitura foi um rapaz que trabalha no setor da Agricultura. Ele veio buscar os óculos da menina [da vítima do acidente], mas só ele apareceu lá. Depois, nunca mais ninguém apareceu”.

Ele conta que depois de uma semana a família retornou para casa. A Defesa Civil foi até o local na semana seguinte ao acidente para analisar como estava a situação. “Eles falaram que realmente não houve nenhuma interdição dos bombeiros e da parte deles também estava tudo certo, que a gente podia voltar para casa. Mas na verdade foi mais danificada a casa da nossa vizinha”.

Sobre os vizinhos, Mateus diz que o morador sofreu um acidente e está na casa dos pais, por isso não voltou para a casa, mas que outros familiares aparecerem no local para “dar uma olhada na casa, mas a parte de trás da casa foi muito danificada”.

Em contato com os familiares do vizinho, que vive em uma casa geminada que também foi atingida, a irmã explica que não há condições de frequentar a casa devido aos entulhos.

“Agora com os destroços lá, minha cunhada está fazendo o serviço na casa da minha mãe, e as crianças também não podem ir pra casa por conta do risco de se cortar”.

Segundo Jadna da Rosa, a irmã do homem que teve a casa danificada, menciona que restaram pedaços do toldo, das paredes e do muro. “Além da sujeira, vidro, sangue da vítima e até um pedaço do trator, que segue lá”.

Através de uma nota, a Procuradoria Geral do município esclareceu que foi proferida uma decisão judicial no dia 17 de julho, constituindo a determinação para que a Defesa Civil fosse até o local e realizasse a avaliação técnica, assim como da segurança dos imóveis.

“Não foram impostas ao Poder Público Municipal quaisquer outras obrigações ou medidas além desta avaliação técnica”.

No dia 21 de julho, uma equipe da Defesa Civil foi até o endereço e realizou a vistoria. Em um relatório elaborado por técnicos, foi constatado que “não foram observados danos estruturais que impliquem riscos para ocupação da residência”.

“A administração municipal informa que os procedimentos para prestação de serviços de limpeza, reparos ou outras modalidades de suporte seguem os trâmites administrativos estabelecidos, iniciando-se mediante requerimento formal dos interessados junto aos órgãos competentes. Até o presente momento, não foi protocolado qualquer requerimento administrativo formal por parte da família.

Com o intuito de proporcionar informações precisas à comunidade, aproveitamos a oportunidade para esclarecer que, diferentemente do que foi divulgado em algumas matérias da imprensa local, a atividade que estava sendo realizada não se tratava de obra de terraplanagem. Consistia em serviço agrícola rotineiro de arado e rotativa, destinado ao preparo do solo para plantio. Este tipo de assistência integra as práticas regulares de apoio oferecidas pela secretaria municipal competente aos produtores rurais devidamente cadastrados”, disse a Procuradoria-Geral.

Assim, é necessário que os moradores enviem um pedido formal para a Secretaria de Obras solicitando a limpeza dos locais.

Ao final, a prefeitura esclarece que a responsabilidade pelo acidente está sendo apurada em procedimento administrativo.

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