Serviço Família Acolhedora é lançado em Guabiruba para atender crianças e adolescentes vulneráveis
Implantação de serviço surgiu de forma obrigatória e virou importante política pública, segundo secretária
O serviço Família Acolhedora foi lançado na noite desta segunda-feira, 1º, em Guabiruba. A iniciativa visa oportunizar lares temporários a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Os menores são recebidos quando precisam deixar suas famílias de origem.
A iniciativa é realizada pela Secretaria de Assistência Social, Habitação e Emprego. O evento de lançamento aconteceu na Câmara de Vereadores de Guabiruba. Estiveram presentes servidores públicos municipais, famílias que têm afinidade com a causa e representantes do serviço Família Acolhedora que ocorre em Brusque.
A secretária Caroline Razera lembrou, durante discurso, que a implantação do serviço partiu de uma exigência do poder Judiciário. Ela considera que o processo foi árduo, mas no fim exitoso, sem o sentimento de obrigação.
“O serviço surgiu como uma necessidade, quase uma obrigação, mas ao longo do processo começamos a entender a importância deste serviço. É impossível não se apaixonar. Deixou de ser uma obrigatoriedade e passou a ser uma dedicação contínua por entendermos a importância dessa política pública”.
O prefeito de Guabiruba, Valmir Zirke (PP), defendeu a implantação de políticas que saiam do papel e se tornem realidade. Ele valorizou também a participação das famílias como lares temporários de menores em situação de vulnerabilidade.
“O mais importante é a criança sentir o acolhimento e a segurança, que talvez ela não teve. Quando se fala em criança, qualquer um de nós fica comovido. Criança precisa estar na escola e na família, não na rua ou passando por maus-tratos”, disse.
O vereador Xande Pereira (PP), presidente da Câmara, celebrou o início do serviço em Guabiruba. Ele lembrou que a implantação da iniciativa passou pelo Legislativo municipal com aprovação unânime, em parceria com a Assistência Social. Para o parlamentar, a Casa entende a importância do serviço.
“É uma política pública muito interessante, que ocorre quando crianças e adolescentes estão em momentos fragilizados em suas vidas. Nesse momento de dificuldade, um ambiente familiar faz com que a criança e o adolescente se reestruture e seja reinserido ao convívio em cidadania”.
O exemplo de quem participa
O casal Adriana Beuting Ribeiro dos Santos e Flavio Luiz Ribeiro dos Santos, de Brusque, deu depoimento sobre como é participar do serviço na cidade vizinha. A família, que conta ainda com as duas filhas do casal, participa do programa há seis anos, com seis acolhimentos realizados.
“Nós nos apegamos muito e isso (apego) faz parte. Amamos as crianças e adolescentes como se fossem nossos filhos, protegendo-os. Isso acontece mesmo sabendo, sim, que, como eles vieram, eles irão [seguir suas vidas]”, disse Adriana.
A palavra “apego” define o sentimento que os “pais temporários” têm pelas crianças e adolescentes que chegam às suas casas. Porém, Adriana e Flávio entendem que o lar é provisório e que faz parte da jornada para que a criança ou adolescente tenha uma vida digna.
“Os dados de orfandade no Brasil e em Santa Catarina são altíssimos. É claro que não gostaríamos que existissem esses números, mas existem. Se existem, precisamos nos colocar no lugar do próximo para poder transmitir o amor que Deus tem nos dado”, lembrou Flavio.
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