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VÍDEO – Muro cai e interdita apartamentos no bairro Rio Branco, em Brusque

Caso ocorreu na madrugada de quarta-feira, 27

Moradores do bairro Rio Branco, em Brusque, tiveram seus apartamentos interditados após a queda de um muro, durante a madrugada de quarta-feira, 27. O caso ocorreu no residencial Santa Mafalda, na rua Elisabetha Scharf Groh, por volta das 5h.

Inicialmente, moradores teriam comunicado à Defesa Civil no dia 14 deste mês que o muro apresentava infiltrações e que água estava saindo por frestas da estrutura.

“Nós, preocupados com a queda do muro, chamamos a Defesa Civil, que no dia, disse que o muro não apresentava nenhum risco. Dia 27 o muro caiu”, conta Vinicius Teixeira, morador que teve a casa interditada. Além da casa dele, outros três apartamentos foram interditados.

Ele ressaltou que houve amparo da Defesa Civil e que o órgão sugeriu a estadia temporária na Arena Brusque, mas que o abrigo seria inviável pelo tempo de interdição do apartamento de Vinicius. A residência ficará interditada até a construção de um novo muro, que pode durar até quatro meses.

“A construtora está dando pouco suporte, mas está tentando”, disse. Conforme o morador, a construtora encaminhou os moradores para apartamentos sem luz e sem nenhuma mobília. “Ontem não nos forneceram um local para passar a noite. Eu dormi na casa da minha sogra, mas outros moradores, mesmo com o apartamento interditado, permaneceram, pois não tinham para onde ir”.

E conta que foi preciso entrar em contato com um advogado para solicitar ao menos um hotel, até a definição do local provisório.

Vinicius explica que não será possível permanecer no abrigo disponibilizado pela Defesa Civil, pois ele e a companheira possuem dois gatos, o que não é permitido nos lares temporários da prefeitura.

Em contato com a construtora responsável, a reportagem foi informada de que a empresa está mobiliando os apartamentos para cada um e que o pedido para implantação da luz também já foi feito. Desta forma, logo os moradores devem poder acessar os novos apartamentos provisórios.

Defesa Civil


Em contato com a Defesa Civil, o órgão informou que houve uma vistoria há alguns meses. Nessa ocasião, foram recomendadas melhorias do sistema de drenagem e também uma perícia do muro.

Ainda conforme o órgão, há alguns dias, um vizinho acionou os agentes, pois observou que havia uma infiltração no muro.

“Foi novamente recomendada melhoria da drenagem, que estava sendo executada no terreno de cima, e a perícia, de novo, do muro, para ver a necessidade de obras de contenção, já que, visualmente, apesar de não ter nenhuma patologia estrutural relevante no muro, ele não apresentava a característica de ser um muro de contenção, e sim somente um muro de fechamento, que não é o suficiente para o tamanho daquele talude. E aí encaminhamos esse documento para o órgão que licenciou a obra, para tomar as medidas cabíveis”, disse Edevilson Cugiki, coordenador da Defesa Civil.

Ele ressalta que o tempo entre a notificação da empresa e a queda do muro foi muito curto. “Não chegou a dar tempo do órgão notificar a construtora”.

O colapso ocorreu em uma parte onde justamente estava ocorrendo a maior parte da infiltração. Depois da queda do muro, os agentes constataram que o muro realmente era um muro de blocos, e que não era o adequado para a contenção de talude, “muito menos um talude daquele tamanho, além de uma série de vícios construtivos e falhas de execução, que não eram visíveis antes”.

O coordenador reforçou que diante do risco de outras partes da estrutura também colapsarem, foi definida a desocupação dos quatro apartamentos térreos, que são mais próximos do muro.

“O responsável pela construtora estava acompanhando a vistoria, o qual se prontificou a fazer a parte de realocação das famílias que ocupavam esses apartamentos para outras residências no próprio condomínio, que tinha outras unidades válidas, sem necessidade de abrigamento. Assim que a construtora fizer a perícia, análise e entregar as obras de reforço que vão ser necessárias, a Defesa Civil vai fazer uma análise e emitir um novo parecer para, após as obras de recuperação, poder voltar a ocupar os terrenos”, finalizou Cugiki.

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