Sérgio Sebold

Economista e professor independente - sergiosebold@omunicipio.com.br

Civilização em colapso

Sérgio Sebold

Economista e professor independente - sergiosebold@omunicipio.com.br

Civilização em colapso

Sérgio Sebold

O tema em si não pretende trazer visões apocalípticas, mas sim dentro de uma realidade antropológica. Em todos cantos deste planeta se encontram vestígios da presença humana em eras remotas. O homo sapiens, já vem perambulando esse planeta nas estepes do tempo, através de suas obras deixadas para sempre, como prova de sua criatividade.

Os vestígios estão em todos os continentes em pedras, escrita rupestre, cerâmicas e objetos manuseados para testemunhar civilizações que caíram. Aí vem a pergunta, como pode obras grandiosas ter desaparecido? Por que as civilizações desmoronaram? Qual será o testemunho a ser deixado pela atual?

A percepção de civilizações que colapsaram, invariavelmente tem sido em cima da questão ambiental e social (Ilha de Páscoa). A questão catastrófica como terremotos ou outros movimentos telúricos, não foram suficientes (até agora) para o desastre daquelas civilizações.

Pelo viés sócio/político a cultura ocidental está sendo destruída por todos os lados, pelo ateísmo materialista. A ordem moral estabelecida pelo judaísmo/cristão vem sendo aceleradamente implodida pelo abandono da virtude, pelo desejo de poder, pela ambição. O progresso material está levando os cidadãos do mundo a abandonarem valores do altruísmo, para um egoísmo jamais imaginado. Ideologias de diversas tendências estão minando a sociedade em busca de uma falsa quimera política, baseada no sofisma de igualdade social, que soa muito bem aos ouvidos das classes inferiores quando marginalizadas. O uso desse refrão é a senha de um grupo minoritário com desejo de poder.

Em geral, os historiadores definem o posicionamento de uma civilização através dos seguintes fatores: população grande e centrada num terminado território; alimento em abundância; governo forte e centralizado; unidade religiosa ou de crença; divisão do trabalho bem definida mesmo complexa; recursos coletados por meio de impostos ou escravatura. Estes fatores funcionam como uma cola para prosperar e se desenvolver. Entretanto, uma civilização pode desaparecer mesmo que seja grande sua população, por outra com tecnologia superior, caso dos Maias destruído pelos espanhóis no século XVI, com guerras, doenças e intenção de impor seu sistema, cultural, de fé e de governo. O mesmo ocorreu com a civilização Suméria na Mesopotâmia, invasão de povos buscando terras férteis, no segundo milênio antes de Cristo.

O que se está assistindo é uma implosão da civilização; minorias estão solapando os alicerces, com conceitos anarquistas e relativistas, usando das liberdades dadas pela democracia. Assim, estão sendo destruídos conceitos e valores da família, honestidade, altruísmo, hierarquia social, pátria…, pilares da atual civilização. Para alguns o colapso já começou; no passado era localizado, hoje será global. Estaremos no crepúsculo da atual civilização?

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