Clínicas veterinárias mantêm rede de doadores de sangue animal

Proprietários dos animais são acionados sempre que um novo procedimento é necessário

Clínicas veterinárias mantêm rede de doadores de sangue animal

Proprietários dos animais são acionados sempre que um novo procedimento é necessário

No início deste mês, Blumenau inaugurou o primeiro banco de sangue animal do estado. Localizado junto ao Hospital de Clínica Veterinária Blumenau, o espaço poderá abastecer municípios de toda a região. No entanto, mesmo que aprovem o projeto, proprietários e médicos veterinários das clínicas de Brusque creem que não precisarão adquirir o material. O motivo é a rede de doadores criada por cada estabelecimento ao longo dos anos.

Cães e gatos de clientes, de amigos e deles mesmos são utilizados como doadores. Leonardo Bandeira, médico veterinário e proprietário da Mascote, afirma que mantêm contato com três proprietários específicos. Quando há necessidade de transfusão, ele solicita o “empréstimo” do animal. A retirada do sangue é realizada na própria clínica. De acordo com Bandeira, na Mascote, os procedimentos que exigem transfusão não são constantes: de cinco a seis por ano.

“A transfusão não é realizada sempre. São somente em casos mais específicos, como traumatismo agudo, intoxicação aguda e em casos de presença de parasitas na corrente sanguínea”, explica. O médico veterinário diz também que os proprietários dos cães sempre foram prestativos com a clínica. “Eu sempre consegui o sangue e nunca precisei comprar. E dependo muito da boa vontade do proprietário. Aqui só fiz transfusão de sangue de cães, nunca de gatos”, afirma.

Na Mascote, dependendo do procedimento, são retirados de 200 a 500 milímetros de sangue do animal – nada é estocado. Quanto ao banco de sangue de Blumenau, Bandeira aprova a ideia e diz que quando não conseguir material em Brusque, tem a quem recorrer mesmo que o valor seja elevado – de acordo com a médica veterinária do banco de sangue de Blumenau, Jaqueline Welter, a bolsa de concentrado de emácia, com capacidade para 200ml, custa R$ 300. A de plasma, também com capacidade para 200ml, tem o valor de R$ 200. Já a bolsa de concentrado de plaqueta, que armazena de 50 a 70ml, custa R$ 200. A frequência de transfusões de sangue na Cãopanheiro é semelhante à da Mascote, cerca de cinco por ano – entre gatos e cachorros. Ainda assim, a clínica veterinária também mantêm uma rede de doadores. Segundo o proprietário André Miguel Souza Lima, quando o proprietário do animal que precisa de sangue não possui outro animal de grande porte, a clínica utiliza contatos específicos ou animais dos próprios funcionários.

“Nunca tivemos problemas para os proprietários aceitarem doar. Para as doações, somente podemos pegar gatos de quatro quilos pra cima e cães, dependendo da raça, de 25 quilos pra cima. E depois de doar, o animal não precisa de nenhum tratamento específico, porque eles têm maior resistência e geralmente não tiramos muito sangue”, diz.

Na Dog Center, o número de transfusões é maior – entre 10 e 15 cães ao ano – e também há uma rede de doadores. O proprietário Gilberto Silva afirma que alguns proprietários cobram para liberar a retirada de sangue. Na clínica, ferimentos causados por acidentes são os que mais exigem transfusão.

Banco de sangue de Blumenau

O banco de sangue canino do Hospital de Clínica Veterinária Blumenau abriu as portas no início de maio. Segundo a médica veterinária do local, Jaqueline Welter, a construção do espaço e a aquisição das câmaras de armazenamento custaram cerca de R$ 140 mil. O espaço já tem cadastrado 40 doadores. Para inscrever o cão no sistema de doação é preciso entrar em contato pelo telefone 3144-4300 ou dirigir-se ao local – rua Paraíba, 217, bairro Victor Konder.

 

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