Coleta seletiva: mistura de lixo reciclável com orgânico chega a 30% em Brusque

Apesar da cobertura de todo o município, ainda há falhas no sistema que devem ser resolvidas em fevereiro

Coleta seletiva: mistura de lixo reciclável com orgânico chega a 30% em Brusque

Apesar da cobertura de todo o município, ainda há falhas no sistema que devem ser resolvidas em fevereiro

O sistema de coleta seletiva está 100% implantado em Brusque desde junho de 2013. Ainda assim, há reclamações por parte da população de ruas que não são atendidas todas as semanas. A prefeitura alega que o problema é que a Recicle, empresa com a concessão da coleta, tem um número insuficiente de funcionários, mas já foram feitas novas contratações e o problema deve ser resolvido no início de fevereiro.

Os caminhões passam uma vez por semana em todas as residências de Brusque para fazer a coleta de lixo reciclado. A Recicle recolhe 65 toneladas de lixo reciclável por mês. A empresa ainda passa duas ou três vezes por semana nos bairros e todos os dias no Centro para pegar os resíduos orgânicos. 

Perda de materiais reciclados

A bióloga e coordenadora de Resíduos Sólidos de Brusque, Kelle Henschel, afirma que o grande problema é que 30% do lixo reciclável recolhido vem misturado com orgânico. “Uma vez que há contaminação do lixo reciclável com resíduo orgânico, ele se torna inutilizável, vai tudo para o aterro sanitário”. Kelle conta que a prefeitura faz um trabalho de divulgação da coleta seletiva. “Neste ano, o que mais vamos focar é na questão de não misturar o orgânico com o reciclável, pois este índice de 30% é altíssimo”.

É de fundamental importância lavar o lixo reciclável e deixá-lo sem risco de contaminação, explica a bióloga. “Tem pessoas que acham que isso é desperdiçar água, não é. Já foi comprovado que a quantidade de água consumida se lavando uma embalagem suja é sete vezes menor do que o total que se usa para fazer uma nova. Não é necessário se esfregar e deixar o reciclado tinindo como uma louça, simplesmente, passar água e tirar a sujeira”. 

Novo sistema de separação

Kelle explica que em todo o mundo, o sistema com cores distinguindo plástico, metal e papel não é mais utilizado. “Foi concluído que as pessoas não separam tudo isso, é demais. Atualmente, além do orgânico do reciclado, a única coisa que pedimos para separar é o vidro, pois pode quebrar e machucar alguém. Agora, quem faz a separação é a própria empresa”. 

Parceria com a Ammvi
Já existe um sistema de coleta de lixo nacional. “Há uma lei que prevê a implantação deste sistema em nível estadual e municipal ou regional até 2020, nós escolhemos o regional”, explica Kelle. Brusque trabalha em parceria com a Associação de Municípios do Médio Vale do Itajaí (Ammvi) . “Os 14 municípios estão fazendo o mesmo sistema, isto é muito bom. Por exemplo, nós, sozinhos, só iríamos arrecadar 10 toneladas de papel, e poucas empresas iriam querer comprar. Agora, somando aos outros municípios, teríamos 100 toneladas, o que facilitaria a venda. Além disso, a Ammvi tem parceria com entidades da Suécia e da Alemanha que são referências no assunto”.

Ecopontos

Além da coleta dos caminhões, a prefeitura espalhou ecopontos por Brusque. São três contêineres onde a população pode depositar o lixo reciclado. A prefeitura é um dos locais e há outros espalhados pelos bairros. Mais informações podem ser obtidas na prefeitura pelo telefone 3251-1833. Também estão disponíveis 50 pontos de coleta de óleo de cozinha em escolas municipais e mais outros pontos em postos de gasolina e supermercados. As mesmas escolas estão preparadas para fazer o recolhimento de pilhas e baterias. Remédios podem ser levados a qualquer posto de saúde de Brusque ou para a Farmácia Droga Raia. 


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