Coligação de Jadir e Prudêncio tenta cassar candidaturas de envolvidos na eleição indireta a prefeito

Pedido de investigação judicial eleitoral gerou embate na Câmara de Brusque nesta terça-feira, 11

  • Por Redação
  • 20:29
  • Atualizado às 15:54

Coligação de Jadir e Prudêncio tenta cassar candidaturas de envolvidos na eleição indireta a prefeito

Pedido de investigação judicial eleitoral gerou embate na Câmara de Brusque nesta terça-feira, 11

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A sessão da Câmara desta terça-feira, 11, foi marcada pela troca de farpas entre os vereadores Jean Pirola (PP), Moacir Giraldi (DEM) e Roberto Prudêncio Neto (PSD). Tudo começou quando Pirola levou à tribuna a notificação que ele e Giraldi receberam no início da tarde de terça-feira, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC), de um pedido de investigação judicial eleitoral impetrado pela coligação PROS/PSD, encabeçada por Jadir Pedrini (PROS) e Roberto Prudêncio Neto (PSD) na eleição municipal.

De acordo com Pirola, o processo foi protocolado pela coligação no dia 26 setembro, e pedia a cassação do registro de candidatura dele e dos candidatos à Prefeitura de Brusque das coligações formadas por Bóca Cunha (PP) e Ademar Sapelli (PSDB) e Jones Bosio (DEM) e Moacir Giraldi. O processo também pede a inelegibilidade de Pirola e Giraldi.

A motivação do processo é porque Pirola e Giraldi integravam a mesa-diretora da Câmara de Vereadores no período da eleição indireta à prefeitura, vencida pela chapa de Bóca Cunha e considerada irregular por Roberto Prudêncio Neto, candidato derrotado no pleito indireto.

De acordo com Pirola, a intenção da coligação PROS/PSD era tentar tirar da disputa eleitoral os candidatos Jones Bósio e Bóca Cunha, segundo e terceiro colocados nas pesquisas eleitorais.

“Eles pensaram que o Ciro Roza, que era líder nas pesquisas, poderia não assumir, dessa forma, bastaria tirar o segundo e o terceiro colocados e sobrava o quarto colocado, que poderia assumir a prefeitura com todo esse imbróglio. Tentaram derrubar as candidaturas dos outros adversários para tentar chegar à prefeitura com o quarto lugar, mas eles ficaram em sexto lugar”, diz Pirola.

O vereador disse ainda que a coligação formada por Prudêncio tentou chegar à prefeitura no “tapetão”. “Esta foi uma tentativa desesperada de buscar a judicialização para chegar ao poder. Até onde vale a pena toda essa judicialização? O povo está cansado”, afirma.

Em seu pronunciamento, Giraldi também comentou o processo. “É lamentável chegar em fim de mandato como vereador e receber uma notificação dessa do TRE, de uma coligação que quis ganhar no tapetão, pensando que ia ficar em quarto na eleição. Se enganaram, porque a população não quis, receberam pouco mais de dois mil votos. Só não ficaram em sétimo porque o Chico Cordeiro (PSOL) não tinha condições de fazer campanha”.

Pirola diz que vai formular sua defesa, mesmo acreditando que a ação já perdeu o objeto. “A eleição já ocorreu, eles pediram a cassação do registro. O processo é idêntico aos outros cinco que nós recebemos pelo mesmo motivo, só agora em outra instância”.

O que diz Prudêncio
Em pedido de aparte no pronunciamento de Pirola, Prudêncio se defendeu. “Porque não explica para a cidade de Brusque quem foi o responsável por aceitar uma chapa irregular na eleição indireta? Assuma a responsabilidade, todo esse troca troca partiu de vossa excelência”, dispara.

De acordo com ele, a ação visa somente a responsabilização da mesa-diretora pela judicialização da Prefeitura de Brusque. “Não foi pra vencer, pra entrar no tapetão, foi pra responsabilizar a pessoa que assinou, que na época, foi o vereador Jean Pirola”.

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