Uma das mais exuberantes e colossais belezas naturais de Botuverá fica no remoto bairro do Sessenta. O salto é localizado próximo do estradão encravado em rochas, conhecido como Salto do Sessenta, impressiona pelo seu tamanho e a quantidade de quedas d’água: são cinco no total, uma maior e mais surpreendente do que a outra.

O acesso é fácil, mas é preciso estar de ouvidos atentos à água para não se perder. Há outras trilhas que levam para pontos mais afastados da mata. O forte barulho da água funciona como um radar, e indica se os visitantes estão próximos ou afastados do destino.

Pelo largo espaço junto à natureza em sua primeira queda, o Salto do Sessenta é um dos mais confortáveis para passar o tempo. Os visitantes têm lugar de sobra nas pedras para sentar e contemplar o meio ambiente quase que totalmente preservado das redondezas.

Entrada com permissão
Como sua entrada parte de propriedade particular, é necessário pedir autorização aos donos na entrada. Em seguida é preciso passar por um rio, para dar sequência na estrada. O caminho é limpo, e jipes ou quadriciclos podem tranquilamente chegar bem próximo das quedas.

Cascalho e folhas estão espalhados no caminho dos visitantes. De um lado e de outro, o verde da mata acompanha o trilheiro. A estrada é limpa e está em excelentes condições para ciclistas e jipeiros. Para quem resolve encarar a subida a pé é preciso força nas pernas.

Foto: Cristóvão Vieira

No meio do caminho nos encontramos com uma cobra-cipó. Bastante comum na região, ela é inofensiva ao ser humano. E, além disso, medrosa: ao ver a expedição, rastejou velozmente para as árvores, onde ficou embrenhada para se camuflar na escuridão.

Seguindo um pouco mais à frente foi possível ouvir o convidativo barulho das cascatas. Descemos, portanto, uma pequena trilha de mata para chegar ao encantador lugar. Em algumas pedras dentro do rio é possível sentar e sentir o curso de água passando por baixo, além de contemplar a queda de água inclinada, quase que deitada, da primeira queda do Salto do Sessenta.

Subindo os andares

Foi logo após se afastar mais para observar o topo do salto que foi avistado o topo de uma cabana. Isso nos chamou a atenção para a possibilidade de encontrarmos mais planícies naquela parte. Voltamos para a mata, na margem direita do rio, e subimos até descobrir onde ficava aquela cabana.

Margem esquerda permite subir às outras quatro quedas / Foto: Cristóvão Vieira

Ela foi construída a partir de madeiras de árvores cortadas na redondeza. O trabalho foi caprichoso, mas os vestígios da passagem humana por ali são desagradáveis: caixas de leite, latas de cerveja e maços de cigarro estão espalhados pelo lugar. Até uma churrasqueira de barro foi improvisada.

Fora isso, o ‘segundo andar’ do salto também é deslumbrante, com partes mais fundas para se banhar. Seguindo a subida, fomos até a terceira queda. Sem tanta pressão de água, é calmaria pura, sendo que a queda é de perder de vista. Sem saber das outras duas quedas – fomos informados somente mais tarde que há cinco delas -, paramos por ali já admirados com a magnitude do Salto do Sessenta.

Salto do Sessenta
Endereço: bairro Águas Negras, localidade do Sessenta
Acesso: Permitido
Nível de dificuldade: Médio
Riscos: Médios
Sinalização: Sem sinalização


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