Cerimônia abre oficialmente a 24ª edição dos Jogos Abertos Comunitários de Brusque

Abertura ocorreu na noite desta sexta-feira, 7, na praça de alimentação do pavilhão Maria Celina Vidotto Imhof

Cerimônia abre oficialmente a 24ª edição dos Jogos Abertos Comunitários de Brusque

Abertura ocorreu na noite desta sexta-feira, 7, na praça de alimentação do pavilhão Maria Celina Vidotto Imhof

Mais do que um momento de integração entre comunidades, os Jogos Abertos Comunitários de Brusque, tem o objetivo de revelar atletas. A cada ano um novo nome se destaca entre as equipes e abre as portas para a carreira profissional.

Na noite desta sexta-feira, 7, ocorreu a abertura oficial da 24ª edição da competição e, diferente dos anos anteriores, foi realizada na praça de alimentação do pavilhão Maria Celina Vidotto Imhof, com a presença de cerca de 400 pessoas.

Em um dos momentos mais marcantes, Teresinha Horner, 66 anos, carregou a tocha olímpica e acendeu o fogo simbólico. A atleta do São Luiz iniciou a vida esportiva como jogadora de bocha, modalidade que pratica até hoje.

Desde o dia 26 de junho já iniciaram algumas disputas nas modalidades de futebol suíço sênior, futebol suíço livre, futsal livre masculino e feminino. Neste sábado também iniciou a competição de atletismo, no Sesi.

4,5 mil atletas em ação
O presidente da comissão organizadora, Eduardo Gohr, diz que a expectativa para os Jacobs deste ano são grandes, pois serão reunidos, em média, 4,5 mil atletas, de 30 comunidades, que disputarão em 23 modalidades nas categorias coletiva e individual. “A competição está em pleno vapor, com bons e disputados jogos, e o mais legal é a disciplina até o momento, em que não estamos tendo nenhum problema”, diz.

A próxima semana será ainda mais movimentada com mais modalidades sendo disputadas. “Tudo isso é possível graças a parceria entre as lideranças políticas e comunitárias”, comenta Gohr. Os jogos ocorrem todos os dias, inclusive aos fins de semana.

Roberto Bodemuller, 60 anos, está à frente do bairro São Pedro desde 2009 e carrega consigo a alegria de ter o bairro como hexacampeão. Para ele, a competição é um meio de confraternização em que sempre se descobrem mais atletas, além de integrar a comunidade. “É uma competição que tem muitos pontos positivos e por isso precisa sempre ser bem vista pelo poder público, para que não se acabe”.

Para Bodemuller, a receita para ser campeão é ter sempre o espírito esportivo, manter as amizades, especialmente com os pais de atletas, para criar laços de confiança.

De geração para geração
O empresário Nelson Cadore, 69, é um dos idealizadores do Jacobs e acompanhou de perto a abertura da edição deste ano. Ele também esteve à frente da comunidade de Santa Rita entre 1996 a 1998.

Na visão dele, a preocupação dos Jacobs não é somente com os atletas, mas de levar a competição de uma geração para outra. “É importante manter as lideranças durante todo o ano, formar uma congregação esportiva permanente para chegar na data dos Jacobs e apenas se reunir com as outras comunidades para ver como estão as coisas”, analisa.

Os Jacobs, para Cadore, é um meio de transformar vida de jovens. Ele lembra ainda que foi por meio dos jogos comunitários que se descobriu atletas de nível internacional, como o ciclista Murilo Fischer. “Tem pessoas que colecionam medalhas. Isso é maravilhoso, mas precisamos também transferir isso para a juventude. É uma chama que deve se manter acesa o ano inteiro”.

Homenagens
Durante a cerimônia de abertura, seis comunidades foram homenageadas e os representantes receberam placas. Entre as comunidades estava a do Maluche, que é a maior vencedora dos Jacobs, com dez títulos. Também foram homenageadas as comunidades do Azambuja, Santa Rita, Bateas, Centro e São Pedro.

O jovem do Dom Joaquim, Bruno Peiter, 15 anos, da Abel Vôlei, fez o juramento do atleta. A cerimônia foi encerrada com um coquetel aos presentes e música ao vivo.

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