Com reajuste no gás de cozinha, preço do botijão deve passar de R$ 60

Aumento de 9,8% aplicado pela Petrobras entra em vigor nesta terça-feira, 21

Com reajuste no gás de cozinha, preço do botijão deve passar de R$ 60

Aumento de 9,8% aplicado pela Petrobras entra em vigor nesta terça-feira, 21

Nos próximos dias, o consumidor sentirá no bolso o aumento dos botijões de até 13 kg de gás liquefeito de petróleo (GLP P-13), de uso residencial. O reajuste de 9,8% imposto pela Petrobras entrou em vigor hoje e não se aplicará ao GLP de uso industrial.

Os novos valores serão repassados pelas distribuidoras e revendedoras de Brusque aos poucos, de acordo com a chegada dos novos estoques. A expectativa é de que o novo valor do botijão ultrapasse os R$ 60.

A proprietária da Aspenn Gás, Tuani Carneiro, lembra que o último reajuste ocorreu em dezembro, mas os efeitos não foram muito sentidos pelo consumidor. O proprietário da Gás Águas Claras, Alessandro Alves de Azevedo, afirma que faz dois anos que repassou o último aumento aos clientes.

“A fixação desse preço é porque nós, revendedoras, estamos trabalhando no mínimo, no vermelho. Mas, se fosse para cobrir as despesas e custos que temos, deveríamos estar vendendo há algum tempo o gás por R$ 65, como já fazem outros municípios da região”, analisa.

Azevedo afirma que o mercado de gás em Brusque está fora da realidade, pois o valor daqui é muito barato. Atualmente, a maioria das distribuidoras e revendedoras da cidade ofertam o gás de cozinha por preços semelhantes, isso porque pagam preços similares. “A Petrobras coloca, em média, dois aumentos por ano. Além disso, as distribuidoras também aumentam e não conseguimos repassar o reajuste ao consumidor final”.

Mesmo o município tendo um dos menores preços de gás de cozinha da região, o empresário revela que as vendas têm caído bastante. Um dos fatores para a queda na comercialização pode estar relacionada diretamente com o aumento da concorrência.

Liberdade de preços
O último reajuste realizado pela Petrobras havia sido em 1º de setembro de 2015. A companhia destaca que as revisões dos preços feitas para as refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor.

De acordo com a legislação, há liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados. “Isso dependerá de repasses feitos especialmente por distribuidoras e revendedores”, aponta a empresa na nota de informação do aumento.

Pelos cálculos da Petrobras, se o reajuste for repassado, integralmente, aos consumidores, o preço do botijão de GLP P-13 pode ter alta de 3,1% ou cerca de R$ 1,76. “Isso se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos”.

Ainda conforme a nota, o ajuste foi aplicado sobre os preços praticados pela Petrobras sem incidência de tributos.

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