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Começa a restauração da chaminé da fábrica Renaux

Trabalho é realizado por profissional de Minas Gerais e deve ser finalizado em 15 dias

Começa a restauração da chaminé da fábrica Renaux

Trabalho é realizado por profissional de Minas Gerais e deve ser finalizado em 15 dias

Começou no dia 1º de dezembro a restauração da chaminé da fábrica de tecidos Carlos Renaux, hoje desativada, cujo patrimônio imobiliário foi adquirido pela Havan.

Na semana passada, o empresário Luciano Hang, dono da Havan, gravou um vídeo no qual comemora o início dos trabalhos.

“Hoje começamos a restaurar um dos grandes símbolos da fábrica: a chaminé Renaux. Em pouco tempo, iremos transformá-la novamente em um grande centro industrial”, disse.

A revitalização da chaminé de 40 metros de altura está sendo feita pelo restaurador Mauro Ribeiro Silva, profissional que atua na área desde 1995. Segundo ele, os trabalhos devem levar cerca de 15 dias.

Ele afirma que as técnicas variam conforme o estilo da chaminé e seu estado de conversação. Segundo o restaurador, há casos em que não é possível colocar o mesmo material original, em virtude do peso.

Não se trata, porém, da chaminé da fábrica Renaux, na qual a estrutura do topo começou a ser removida e substituída por uma nova, de material e moldura idênticos.

“Essa aqui está se fazendo uma moldura do mesmo estilo que ela era. Essa daqui deu certo, pelo peso que ela tem, a moldura está sendo feita com o mesmo estilo, com dois anéis no topo”.

A previsão é que a restauração leve cerca de 15 dias | Foto: Marcelo Reis

Sem risco de queda

O restaurador informou que o topo da chaminé não mais apresenta risco de queda, conforme já havia sido alertado pela Defesa Civil, anteriormente.

“A torre só apresenta risco de queda quando tem inclinação. Essa aqui está com uma estrutura boa, poderia correr risco de cair o topo, que estava em decomposição”, ressalta.

Silva explica que, após a conclusão dos trabalhos, a chaminé estará em perfeitas condições, e sua durabilidade é incalculável.

Ele afirma que essa estrutura costumava estar aquecida a 450 graus na base e 160 graus no topo, enquanto em funcionamento. Como isso não mais acontecerá, a deterioração natural também será mais lenta.

O restauro da chaminé

A necessidade de restaurar a chaminé da fábrica Renaux foi informada pela Defesa Civil, que elaborou laudo atestando o risco de queda do topo da estrutura. Desde o começo do ano o Conselho do Patrimônio e a Fundação Cultural tentam encontrar uma solução para o caso.

Em março, o mesmo restaurador apresentou orçamento à prefeitura para realização do restauro. No entanto, a ideia não foi adiante, em virtude da indefinição relacionada ao processo de falência da Renaux.

A Fundação Cultural entendia que cabia à massa falida bancar a restauração, mas esta não possuía recursos para tal.

Depois que a fábrica foi adquirida pela Havan, um pedido de restauração foi feito ao conselho, que se reuniu em novembro, e decidiu por criar uma comissão para avaliar o caso. Segundo membros do conselho, a autorização foi concedida para que os trabalhos fossem iniciados.

Confira imagens da restauração

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