Conferência debate humanização no atendimento na saúde pública

Durante o encontro, também foram escolhidos 16 delegados que representarão Brusque na conferência estadual

Conferência debate humanização no atendimento na saúde pública

Durante o encontro, também foram escolhidos 16 delegados que representarão Brusque na conferência estadual

A humanização no atendimento da saúde pública foi o principal tema abordado durante a 5ª Conferência Municipal de Saúde que aconteceu nesta segunda-feira, 15, no auditório da faculdade Uniasselvi/Assevim. Cerca de 180 pessoas, entre usuários, gestores, prestadores de serviços e trabalhadores do setor participaram do evento.

O objetivo da conferência, promovida pela Secretaria de Saúde e o Conselho Municipal de Saúde (Comusa) foi de estudar, analisar e rever o segmento em Brusque. Conforme a secretária da pasta, Ivonir Webster, a Crespa, os grupos discutiram oito eixos específicos para a elaboração de propostas que visam melhorar o funcionamento das ações no município. “Nós estamos sempre aprimorando o trabalho, pois são os debates que nos direcionam para a fortalecimento dentro do Sistema Único de Saúde (SUS)”, explica.

Conforme ela, o encontro norteia os profissionais para a tomada de decisões no que diz respeito a condições de saúde, acesso e acolhimento. “Sabemos que não é apenas o atendimento clínico que deixa uma pessoa melhor, mas sim a atenção oferecida ao paciente. Em muitos casos não busca-se um remédio e sim um olhar mais afetivo”, ressalta Crespa, destacando que existem reclamações do atendimento dos profissionais, mas também elogios. “Tem gente que gosta de atender e gente que não gosta”. Segundo a secretária, para amenizar casos de mau atendimento, são realizadas capacitações.

A deputada estadual e presidente da Frente Parlamentar Mista de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer, Carmen Zanotto, palestrou durante a conferência. Em sua fala sobre “Saúde Pública de Qualidade para Cuidar Bem das Pessoas – Direito do povo Brasileiro”, lamentou a falta de verba do governo federal e salientou a necessidade do atendimento humanizado, que segundo ela, é o que diferencia a saúde de outros setores. Ela diz que o trabalhador precisa ter o olhar voltado às necessidades da doença do paciente e também do respeito à sua vida.
Atendimento local

O conselheiro titular do Comusa, Marcos André Maestri, destaca que uma das principais preocupações dos debates é de informar a comunidade para que usufrua mais do atendimento local. “Não é preciso procurar um hospital se a unidade próxima do paciente pode resolver o problema”, diz, explicando que por meio dessa ação diminuirá o número de filas e de esperas.
A conferência, que é realizada a cada quatro anos, escolheu 16 delegados que representarão Brusque na etapa estadual, que ocorre nos dias 23, 24 e 25 de setembro, em Florianópolis. Foram eleitos oito usuários ou entidades não governamentais, quatro servidores da saúde do município e quatro profissionais (médicos, enfermeiros, entre outros) do setor da saúde.
90% da comunidade utiliza a saúde pública

Cerca de 85% a 90% da população de Brusque é atendida por unidades públicas de saúde. De acordo com Crespa, mesmo pessoas que possuem plano de saúde utilizam-se em algum momento do serviço. Atualmente são oferecidos na cidade atendimento nas 24 Unidades Básicas de Saúde (UBS), 28 Estratégias Saúde da Família (ESF), dois Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps) e dois Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf), além do Hospital Azambuja e Hospital e Maternidade Dom Joaquim.

O Mutirão de Cirurgias é outro serviço oferecido à população, segundo a secretária. Neste mês estão sendo realizadas cirurgias eletivas nas especialidades de pediatria, urologia, ortopedia, além de gerais. Em maio, foram feitos 318 procedimentos e acredita-se, conforme Crespa, manter esse número. “Esperamos para junho os mesmos números, na faixa de 300 a 350”, ressalta.
Nota 8,5 para a Saúde de Brusque

Para ela, mesmo com as dificuldades habituais encontradas no setor, principalmente de orçamento e de atendimento, a saúde da cidade está bem. Se tivesse que atribuir uma nota à situação atual, a secretária daria 8,5 para Brusque. “Sabemos que temos que crescer em muitos departamentos e que a saúde é um direito de todos, porém, o dinheiro é finito e nem sempre temos recursos para fazer tudo o que precisamos, mas estamos melhorando gradativamente e iremos aumentar essa nota”, afirma.
Eixos debatidos

– Participação Social
– Valorização do Trabalho e da Educação em Saúde
– Financiamento do SUS e Relação Público-Privado
– Gestão do SUS e Modelos de Atenção à Saúde
– Informação, Educação e Política de Comunicação do SUS
– Ciência, Tecnologia e Inovação no SUS
– Reformas Democráticas e Populares do Estado

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