Cada edição do espetáculo só é possível acontecer com a participação dos atores e também de dezenas de pessoas que atuam nos bastidores da peça. Elas são responsáveis por diversas equipes, que garantem, por exemplo, o bem-estar dos atores envolvidos; a disposição dos elementos no palco, em cada cena; a maquiagem que dá característica a cada personagem; o figurino da época, feito através de um trabalho de muita pesquisa e dedicação; entre diversas outras funções. Para o presidente da Associação Artístico Cultural São Pedro, Marcelo Nascimento, a união dessas pessoas é o que garante brilho ao espetáculo a cada apresentação. “Temos muito a agradecer a todas as pessoas que fazem parte das equipes técnicas, que há cerca de um ano e meio já vem trabalhando em função desse espetáculo”, comenta.

O mesmo é ressaltado pelo diretor teatral da peça, Marcelo Carminatti. “Nós temos diversas equipes técnicas, algumas já iniciaram os trabalhos no ano passado, com pesquisas e produção, até essa última semana de ensaios e apresentações. São trabalhos feitos de forma muito minuciosa, e todos se uniram para que tudo ocorra da forma mais emocionante para o público. Para o ator aparecer em cena e fazer o que precisa, temos que ter essas equipes que não aparecem, mas são de uma importância gigantesca”, complementa.


Diretoria de Elenco
Formada por quatro integrantes, a equipe tem como função principal monitorar a participação dos integrantes na peça, desde o cadastro dos voluntários e das equipes técnicas, até acompanhar as faltas dos atores, e verificar a necessidade de substituição caso haja desistência. “Estar à frente da coordenação de elenco é muito gratificante, pois acompanhamos ainda mais de perto o amor, a fé e a dedicação de quase 500 pessoas por esse trabalho”, comenta a diretora de Elenco, Joice Teresinha Alves Lana. A Diretoria de Elenco conta com as assistentes Juliana N. Schlindwein, Leticia Braga e Roberta Pedrini.

Fotos: Carina Machado e Taiana Erble/Divulgação

Som e Iluminação
Este ano, serão cerca de cem pontos de luzes em todo o espetáculo e em torno de 60 deles estarão presentes somente nos palcos, para a iluminação cênica, que contribui para os efeitos e sequência das apresentações. “Além disso, a iluminação tem a função de ressaltar o que precisa aparecer ou não em determinados momentos da peça, o que acaba sendo essencial ao longo das apresentações”, comenta o responsável pelo Estúdio e Iluminação, Derlan Kohler.

Este ano, o espetáculo conta também com 30 pontos de som espalhados no ambiente. “O som e os áudios não podem parar de forma alguma durante as apresentações. Se uma luz queima em uma das cenas é uma coisa, mas se o áudio falha acaba comprometendo a apresentação como um todo”, comenta o responsável pelas trilhas sonoras, Arisson Kohler.

Fotos: Carina Machado e Taiana Erble/Divulgação

Maquiagem artística
Transformar os três atores que interpretam Jesus em um único personagem, e fazê-los parecerem iguais, é um dos trabalhos da equipe da Maquiagem Artística. Composta por três integrantes, o grupo também é responsável pelos efeitos que simulam os machucados e ferimentos, e dão maior veracidade às cenas, em especial nas do julgamento e flagelação. “Com certeza o mesmo frio na barriga que dá em quem está atuando também é o nosso, nos bastidores”, comenta Eliane Woitexen uma das coordenadoras. Quem divide com Eliane a responsabilidade dessa importante equipe é Vanessa D. Carminatti.

Fotos: Carina Machado e Taiana Erble/Divulgação

Coordenação Cenográfica
Dos setes palcos, seis deles têm os cenários transformados durante a apresentação. Para isso, a equipe de Coordenação Cenográfica é a que pensa no layout e na composição dos mesmos. Ela atua de forma integrada com a empresa contratada e responsável pela execução do palco, e com os contrarregras. “O maior desafio é sempre criar dois cenários completamente diferentes em uma estrutura só”, declara a coordenadora Cenográfica, Marina Carminatti Zen. Atua também na equipe, Méroli Habitzreuter.

Fotos: Carina Machado e Taiana Erble/Divulgação

Equipe de Contrarregras
A Equipe de Contrarregras é a primeira a subir no palco e a última a deixar o local, já que faz a montagem dos cenários e depois, a desmontagem. A responsabilidade da coordenação da equipe é de Vendelino Erthal, João Francisco Kormann e Anderson Seubert. Além dos três, mais seis pessoas atuam como contrarregras, Guilherme Zen, Caciano Kormann, Rhael Kohler, Jackson R. Vanderlinde, Gilmar Dos Santos, Jonathan L. Wippel. Os contrarregras são responsáveis pela troca de todos os cenários e dos mais de 200 objetos utilizados nas cenas, e que precisam estar na hora e no local exato para que o espetáculo ocorra sem atropelos. “Nosso objetivo é fazer este trabalho sem que o público perceba”, conta Vendelino.

Fotos: Carina Machado e Taiana Erble/Divulgação

Equipe de Bem-Estar
Dalvan Aflen e Marcio Albino são responsáveis pela equipe de Bem-Estar. O principal desafio é atender de forma rápida a demanda nos ensaios mais longos, em que as refeições são realizadas com cardápio mais reforçado aos atores. “Tentamos dar agilidade na reposição dos lanches que são oferecidos para atender a todos que se doam para que o espetáculo aconteça”, comenta. Fazem parte da equipe de Bem-Estar seis pessoas, e nos dias de apresentações, mais quatro pessoas auxiliam nos trabalhos. Além das refeições disponibilizadas nos ensaios, a equipe também é responsável pelos alimentos especiais que compõem algumas cenas.

Fotos: Carina Machado e Taiana Erble/Divulgação

Equipe de Coreografia
Nesta edição do espetáculo, a equipe de coreografia aparece em três momentos, trazendo leveza à história que emociona o público sempre que contada. Segundo a coordenadora da equipe, Neide Schumacher, são 73 pessoas envolvidas, desde a coreografia de abertura, dança das odaliscas na cena de Herodes, e coreografia na cena da ressurreição de Cristo. “A coreografia é um momento de interagir um pouco mais com as crianças, com os figurinos, é um momento que dá uma quebrada, mas sem sair do contexto da história. Tudo isso aliado a muita concentração e sincronismo em cena”, conta.

Fotos: Carina Machado e Taiana Erble/Divulgação

Equipe Tesouraria
A tesouraria é um setor muito importante dentro da diretoria da AACSP e do espetáculo ‘Paixão e Morte de Um Homem Livre’. Neste ano, os responsáveis pela equipe são Edinei Lana e Ederson Schlindwein. Como todo evento, são muitos desafios para que haja o equilíbrio dos investimentos, e a peça aconteça da melhor forma possível. “O maior desafio é fazer o fechamento com exatidão de todas as notas, pois as compras não são feitas só por nós, mas também pelo responsável de cada setor. Então juntá-las e contabilizá-las para um fechamento exato e preciso, sempre é um desafio”, comenta.

Fotos: Carina Machado e Taiana Erble/Divulgação

Equipe de Ingressos
Para garantir o acesso do público ao espetáculo, entra em cena a Equipe de Ingressos, coordenada por Luan C. de Pinho e Amilton Stedile. A tarefa necessita de uma grande organização de ambos, já que os ingressos são disponibilizados para venda em alguns pontos da cidade de Guabiruba e municípios vizinhos, como também por parte dos cerca de 400 atores. “É um serviço que exige muita organização, são quase nove mil ingressos que passam por nossas mãos e precisamos nos dedicar para isso, atendendo as pessoas, acolhendo seus pedidos na solicitação de ingressos e fazendo esse bom atendimento também nos pontos de venda”, explica Amilton.

Segundo Luan, toda logística de contato com os locais de venda, entrega e recebimento dos ingressos, é de responsabilidade da equipe, que neste ano esgotou a venda de ingressos para a apresentação de Sexta-Feira Santa, dia 14 de abril, em três semanas.

Fotos: Carina Machado e Taiana Erble/Divulgação

Equipe de Figurino
A Equipe de Figurino é coordenada por Camila Schlindwein, que conta com o apoio de Solange Nascimento e mais seis integrantes. Os trabalhos já começaram no ano passado, e envolveu muita pesquisa e planejamento para dar conta do figurino de tantos atores. “Precisamos da ajuda de muita gente para customizar as peças, costurar a mão mesmo, pois muitas roupas foram reformadas, outras foram feitas totalmente novas. É recorte, é colagem, montagem, costura, são muitos processos até tudo ficar pronto”, revela.

Mas o trabalho da equipe não se resume a deixar os figurinos prontos, tem ainda toda a função de provar e vestir os atores no último ensaio geral da peça, e nos dois dias de apresentação.

Fotos: Carina Machado e Taiana Erble/Divulgação

Equipe de Maquiagem e Cabelo
Sempre que Liliane Debatin Kohler fala sobre os trabalhos no espetáculo ‘Paixão e Morte de Um Home Livre’, é difícil segurar a emoção. Ela é responsável, ao lado da irmã Andrea Debatin Haacke, pela Equipe de Maquiagem e Cabelo. Neste ano, 23 pessoas atuarão na equipe, já que todos os atores necessariamente precisam passar pela maquiagem antes de entrar no palco. “Todo elenco tem uma maquiagem, que difere uma da outra”, conta. Para chegar ao resultado que o público assiste nos palcos, são necessárias muitas pesquisas, segundo Liliane. A equipe leva de três horas a quatro horas para preparar a maquiagem e cabelo de todo o elenco.

Fotos: Carina Machado e Taiana Erble/Divulgação

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