Conheça o planejamento para o retorno do Carlos Renaux ao futebol profissional

Presidente do Carlos Renaux explica os caminhos para a reativação do mais antigo clube profissional do estado

Conheça o planejamento para o retorno do Carlos Renaux ao futebol profissional

Presidente do Carlos Renaux explica os caminhos para a reativação do mais antigo clube profissional do estado

Desde que assumiu a presidência do Clube Atlético Carlos Renaux, em 2014, Renato Petruschky, o Tato, sonhava em reativar o futebol profissional do tricolor.

O sonho finalmente virou realidade e, após 16 anos, o Vovô do Futebol Catarinense volta para o cenário dos clubes do estado. A equipe disputará a terceira e última divisão estadual em 2018, o caminho de todos os clubes inativos que buscam o retorno à elite.

Tato precisou de muita paciência até finalmente poder tomar esta decisão. Filho do bicampeão catarinense Egon Petruschky, que fez parte do vitorioso plantel tricolor dos anos 1950, ele almejava rever em campo o clube que teve grande importância para sua família em uma competição profissional, mas precisou manter os pés no chão.

No começo de seu mandato muitas dívidas foram herdadas. Pouco a pouco, Tato e a diretoria do clube diminuíram os débitos e, nesse meio tempo, fortaleceram a escolinha e as equipes de base do Vovô.

“Nós tinhamos que tomar uma atitude. Já estou indo para o meu quarto ano de mandato e não queríamos ficar na mesmice. Temos cerca de 300 crianças na escolinha e elas precisam ter um amor maior pelo clube”, Renato Petruschky, o Tato, presidente do Carlos Renaux

Agora, a situação está mais confortável. “Nós tínhamos que tomar uma atitude. Já estou indo para o meu quarto ano de mandato e não queríamos ficar na mesmice. Temos cerca de 300 crianças na escolinha e elas precisam ter um amor maior pelo clube”, diz Petruschky.

O caminho da reativação
O primeiro passo dado pela diretoria do Carlos Renaux foi na última semana, em reunião com a cúpula da Federação Catarinense de Futebol (FCF). Lá, os dirigentes se informaram sobre taxas e os trâmites legais da reativação. Segundo Tato, o presidente da entidade, Rubens Angelotti, se mostrou muito feliz com a volta do Vovô.

Porém, apesar da visita, não houve nenhum documento assinado. “Nos passaram os valores da reativação, tanto na FCF quanto na CBF, que juntos somam R$ 90 mil. A princípio, no dia 11 de setembro voltaremos à federação para pagar a taxa com a CBF e posteriormente começar a pagar a FCF”, explica.

“Nós temos esse dinheiro em caixa há algum tempo, e para as despesas da competição já iniciamos conversas com empresários e garanto que cerca de 50% do valor previsto está ao nosso alcance”.

Depois da parte burocrática, será tempo de pensar no trabalho dentro de campo. O presidente afirmou que, a partir de 1º de fevereiro de 2018, o elenco que disputará a Série C começará a ser formado. Ainda antes disso a comissão técnica será apresentada.

“O auxiliar técnico, o preparador físico e o preparador de goleiros serão do clube, mas o treinador deverá ser um profissional de fora e conhecedor do meio futebolístico”, diz.

Pretensões na terceirinha
Com o clube pronto e competindo, começam as ambições do Renaux dentro da terceira divisão estadual. Para Tato, ser campeão – o que renderia o acesso para a segundona em 2019 – não é o objetivo inicial. “Não tem problema se ficarmos na terceira. Nesse primeiro momento vamos testar e ver o calibre da competição, até porque sabemos que a segunda divisão é um campeonato bem mais difícil, com equipes mais capacitadas”, completa. Mas ele não descarta a possibilidade de surpreender.

Atualmente, o clube conta com cerca de 25 atletas que competem em torneios amadores de futebol de campo e futebol de sete no município e na região. Deste plantel, o presidente afirma que quer contar com pelo menos cerca de 10 atletas para o projeto da Série C.

Além disso existem jogadores das categorias de base que podem servir ao profissional, participando também do estadual de base, obrigatório para as equipes. “Também pensamos na questão de fazer um lucro com eventual venda de atletas. Hoje temos jogadores que foram formados aqui e estão em grandes clubes, mas não temos registro profissional e portanto não temos como ganhar nada com isso”, diz o presidente.

Retorno do Vovô divide opiniões
Após o anúncio do retorno do Carlos Renaux ao futebol profissional, surgiram comentários à favor e contra a atitude da diretoria do Vovô. Parte da torcida do Brusque se diz desconfiada e contra a existência de dois clubes na mesma cidade, o que poderia dividir recursos e até mesmo a torcida.

Sobre o assunto, Tato diz que para todas as atitudes tomadas até aqui, e também as que serão tomadas, há planejamento. “Eu tenho que pensar no meu clube. Sou empresário, não sou guri pequeno e sei o que estou fazendo. Não penso em colocar o clube em uma fria. Alguns torcedores do Brusque reclamam, mas o Carlos Renaux é um clube que tem nome, tem história e merece voltar. A simples passagem na FCF nos colocou em destaque e muitas pessoas de outros municípios elogiaram a iniciativa”, completa.

 

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