Após anos como colegas de trabalho no setor de tecnologia da rede de lojas Havan, Tiago Vailati, Marcos Fischer e Marinho da Silva Júnior decidiram juntar suas experiências na área e, em sociedade, abrir o próprio negócio.

Foi assim que em 2012 surgiu a Hiper, empresa que desenvolve software para micro e pequenas empresas do varejo. No caminho até a formalização da empresa de tecnologia, os três sócios tiveram que aprender muito, em várias áreas, para conseguirem administrar o empreendimento da melhor forma.

Quando decidiram investir no próprio negócio, Vailati, Fischer e Júnior já possuíam curso superior, porém, com o mercado cada vez mais exigente, eles perceberam que necessitavam de mais qualificação para se transformarem em empresários de sucesso. Começava, então, a busca por uma série de cursos em Brusque, no Brasil e também no exterior.

Eles participaram do Empretec, do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina (Sebrae-SC), do Programa Startup SC, uma espécie de capacitação para o desenvolvimento de negócios com potencial fiscal e também ficaram alguns meses em São Paulo, em uma aceleradora, onde tiveram treinamento e foram preparados para o desenvolvimento do negócio. Além de uma experiência no Vale do Silício, nos Estados Unidos.

Os sócios também buscaram especialização em gestão de negócios para ter uma visão mais ampla e tirar o foco da área de tecnologia, na qual possuem formação. “Quando entramos no mercado, sentimos a necessidade de abranger outras áreas. O conhecimento só da parte técnica não era suficiente para ter um bom negócio, fazer ele crescer”, destaca Fischer.

Hoje, a Hiper conta com 55 colaboradores e atende empresas de todo o país. Como sabem da importância da qualificação para o mercado, os sócios investem na profissionalização dos colaboradores com cursos online e presenciais em diversos  segmentos. “A capacitação e formação das equipes tem que ser considerada um investimento, não um custo. Se investimos nas pessoas, logo vemos o retorno”, diz Fischer.Por isso, a empresa sempre trabalha com metas para a qualificação de seus profissionais, principalmente porque na área de tecnologia tudo muda muito rápido e é preciso que todos consigam acompanhar o mercado.

“Uma das nossas metas desse trimestre, por exemplo, é que todo o nosso time de tecnologia obtenha a certificação na tecnologia Microsoft que nós utilizamos. Esse é um diferencial e por este caminho conseguimos atingir os resultados”, afirma Vailati.

A descoberta da vocação

A trajetória profissional do empresário Marlon Rodrigo Bertolini, 37 anos, também está intrinsecamente ligada à educação. Foi por meio de um curso de processamento de dados realizado no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Brusque que ele ingressou na área de tecnologia e, mais tarde, teve a oportunidade de abrir seu próprio negócio.

O empreendedor iniciou sua vida profissional como mecânico, mas não era essa a profissão que queria seguir. Surgiu então a oportunidade de fazer o curso de processamento de dados. Foi ali que ele iniciou na área de informática, onde continua até hoje.“Eu trabalhava durante o dia como mecânico e à noite fazia o curso. Quando me formei, fui atrás de vaga de emprego na área”, conta.

Ele conseguiu uma vaga na área de tecnologia da Fábrica de Tecidos Carlos Renaux. Ficou no cargo até 2002, quando foi dar aulas de informática e participou do desenvolvimento do sistema da empresa Recicle, responsável pela coleta de lixo doméstico na região.

Nesse momento, notou que poderia empreender, e partiu para a especialização. Foi para São Paulo e participou de vários cursos na área de análises de sistemas, até que em 2006 decidiu arriscar e investir na Evolution Doc, empresa que atua na digitalização e arquivamento eletrônico de documentos.A empresa, inclusive, fez parte do Centro de Incubação, Tecnologia e Inovação de Brusque (Citibrusque), mantido pela prefeitura e que hoje está desativado.

“Eu soube aproveitar as oportunidades. Só consegui me desenvolver na área que eu gosto porque me qualifiquei, me preparei. Isso ainda não é o bastante. Essa busca pelo conhecimento na área tecnológica é uma exigência do mercado. Estamos em constante aprendizado”.

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