Conselho Estadual de Educação aprova implantação do curso de Medicina na Unifebe

Bloco da saúde terá 5 mil m² de área construída, com nove laboratórios modernos

Conselho Estadual de Educação aprova implantação do curso de Medicina na Unifebe

Bloco da saúde terá 5 mil m² de área construída, com nove laboratórios modernos

A Comissão de Educação Superior do Conselho Estadual de Educação aprovou na tarde desta segunda-feira, 26, a implantação do curso de Medicina no Centro Universitário de Brusque (Unifebe). A aprovação no conselho era uma das fases mais importantes na concretização do curso na instituição.

O projeto foi encaminhado ao conselho há dois meses. Na ocasião, foram designados dois avaliadores que estiveram na instituição na quinta e sexta-feira, 22 e 23, para analisar toda a estrutura que fará parte do curso.

Nicolau Fernandes Kruel, da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) e Oscar Alves, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), avaliaram uma extensa listagem de critérios e deram à instituição brusquense a nota 3,75, numa escala de 1 a 5.

Além da Unifebe, os avaliadores visitaram o Hospital Azambuja, a Unidade Básica de Saúde do Águas Claras e a Policlínica.

Com a nota estabelecida, o reitor da Unifebe, Günther Lother Perstchy e o coordenador do curso de Medicina da instituição, o cirurgião oncológico Marco Antônio Cortelazzo, foram até Florianópolis para a reunião com a Comissão de Educação Superior do Conselho, que referendou a avaliação dos professores e aprovou a implantação do curso na instituição. O veredito do Conselho Estadual de Educação deve ser publicado nesta terça-feira, 27.

A busca pela Medicina
O reitor da Unifebe afirma que a implantação dos cursos de saúde na instituição foi definida no planejamento estratégico de 2012. Com isso, o centro universitário foi se preparando e esperando o melhor momento para avançar.

Há dois anos, então, a Unifebe deu um passo considerado fundamental para a implantação do curso: a residência médica, que é a especialização do curso de Medicina, projeto que foi desenvolvido em parceria com o Hospital Israelista Albert Einstein, de São Paulo.

“A residência médica foi pensada e intencional para isso. A implantação nos ajudou a começar grandes mudanças nos aparelhos hospitalares, criar uma cultura de profissionais, identificar talentos humanos para fazer parte do corpo docente. Nos estruturamos. A residência abriu portas para termos a tranquilidade de oferecer um curso de Medicina hoje”.

O projeto do curso em si foi iniciado no ano passado, porque, segundo Pertschy, a universidade sentiu que era o momento, tanto pela retomada da economia, quanto pela estruturação gerada pela residência, que teve início neste mês.

Tecnologia de ponta
O projeto do bloco da saúde da Unifebe já está pronto. Serão mais de 5 mil m² de área construída, com nove laboratórios e tudo o que há de mais moderno na Medicina. “É um projeto diferenciado, com o que há de mais contemporâneo, com as metodologias mais modernas que temos conhecimento”, diz o futuro coordenador do curso, Marco Antônio Cortelazzo.

O curso terá duração de seis anos, com mais de 7,6 mil horas. Um dos diferenciais, segundo ele, será a aproximação dos acadêmicos com a realidade da saúde do município. “É um curso robusto. Vamos partir para a formação, usando metodologia das melhores universidades do mundo. Terá todo um envolvimento do aluno desde os primeiros anos. Cada acadêmico, no mínimo, vai acompanhar 20 famílias durante os quatro primeiros anos de curso”.

Os laboratórios que serão montados também terão tecnologia avançada. “Serão equipados com material que simula uma pessoa real. Estamos falando de robôs adulto masculino, feminino e um infantil. Além disso, vamos ter mesas digitais onde dá pra dissecar corpo humano de diversas formas e fazer estudos com cortes, estudar doença específica, com uma nitidez incrível. Os acadêmicos terão acesso ao que há de mais contemporâneo em tecnologia”, afirma Pertschy.

Para os dois primeiros anos, o curso já conta com corpo docente de 41 profissionais, que nas próximas semanas devem iniciar diversas capacitações. “Ficamos contentes porque temos um capital intelectual muito interessante, que nos dá plena segurança para desenvolver o trabalho”, destaca o reitor.

Início do curso
Ainda não há uma data prevista para o início do curso. A intenção da Unifebe é que toda a parte estrutural esteja pronta até o fim do ano. Entretanto, é preciso vencer mais alguns trâmites antes que seja possível lançar o curso efetivamente, que é a publicação do decreto governamental no Diário Oficial do Estado e uma passagem pelo Ministério da Educação.

“A fase mais importante foi a avaliação dos conselheiros e a aprovação do conselho. Agora é trabalhar para estruturar o curso. São instâncias que vamos vencendo, por isso, não queremos gerar uma expectativa quanto ao início do curso”, afirma o reitor.

De acordo com ele, a instituição buscará oferecer um curso de qualidade. “O desafio é grande, queremos construir o melhor para Brusque e região”, diz.

“Há inúmeros cursos de Medicina surgindo, não queremos ser mais um. Vamos ter um curso de muita qualidade, não é só pra ter mais médicos jogados no mercado. Iremos lutar muito pela qualidade”, completa Cortelazzo.

O reitor da Unifebe, Günther Lother Pertschy e o futuro coordenador do curso de Medicina, Marco Antônio Cortelazzo, comemoram a aprovação no conselho / Foto: Bárbara Sales
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