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Conselho propõe à Havan recuperação do Tiro de Guerra para compensar demolição da Italianinha

Membros aguardam parecer da Secretaria de Trânsito e Mobilidade sobre impacto no trânsito

Conselho propõe à Havan recuperação do Tiro de Guerra para compensar demolição da Italianinha

Membros aguardam parecer da Secretaria de Trânsito e Mobilidade sobre impacto no trânsito

Os membros do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico de Brusque (Comupa) se reuniram na tarde de quinta-feira, 14, para discutir, mais uma vez, o pedido de demolição do prédio onde funciona o restaurante A Italianinha, que faz parte do catálogo do patrimônio histórico do município.

O pedido foi formalizado pela rede de lojas Havan há alguns meses, com o objetivo de utilizar o espaço como parte das obras do Complexo Schlösser e também melhorar o trânsito na região da avenida Primeiro de Maio.

O pedido de demolição ainda não foi votado pelo conselho porque os membros aguardam resposta de um parecer da Secretaria de Trânsito e Mobilidade (Setram) se posicionando sobre a necessidade ou não de uma intervenção no trânsito naquele local.

“O objetivo ali é a ampliação do raio de cobertura da rua, e com isso, A Italianinha não tem como existir. Entretanto, a intervenção que precisa ser feita no local é muito maior que a ampliação do raio, por isso, a Setram está fazendo um estudo detalhado”, destaca a diretora do Instituto Brusquense de Planejamento (Ibplan), Carolina Meirelles.

Também foi discutida, durante a reunião, a possibilidade de a Havan realizar medidas compensatórias, caso o pedido de demolição do prédio seja aprovado. “Nós, como governo, apresentamos uma contraproposta à Havan, que seria a revitalização da estrutura do Tiro de Guerra, que é um prédio público e que passa por problemas, como forma de compensar, caso a demolição seja aprovada”, diz Carolina.

De acordo com ela, o orçamento da revitalização do Tiro de Guerra já foi enviado ao proprietário da Havan, Luciano Hang, para análise e, agora, o conselho também aguarda esta resposta para poder deliberar sobre a demolição ou não do prédio do restaurante.

Utilidade pública e diálogo
A preocupação dos conselheiros é que a decisão seja tomada exclusivamente com base no interesse público – já que a demolição do prédio poderia melhorar um problema histórico no trânsito daquela região – por isso, a questão está sendo amplamente avaliada tecnicamente.

“Temos que deixar claro que a ação do conselho sempre foi em busca da conversa, das trocas, e pela primeira vez estamos tendo um retorno concreto em relação à discussão do patrimônio. Talvez, isso sirva como algo muito positivo para o conselho e a população passe a ver o órgão não mais como um vilão”.

A presidente do conselho, Alexsandra Fidelis, destaca que as medidas compensatórias que foram propostas à Havan, caso a deliberação do conselho seja pela demolição, podem se transformar em uma forma de minimizar os atritos que vem acontecendo na cidade em relação ao patrimônio histórico.

“É importante que essas medidas mitigatórias sejam investidas em outros patrimônios históricos. Também precisamos deixar claro que a proposta da revitalização do Tiro de Guerra partiu da prefeitura”, afirma.

A intenção da Havan é iniciar as obras na parte que compreende o prédio da pizzaria a partir de fevereiro. Como a reunião de quinta-feira foi a última do ano, essa situação só deverá ser resolvida, de fato, no início de 2018. Há possibilidade também de uma reunião extraordinária, caso a Setram se manifeste ainda em 2017.



Pedido de tombamento do casarão Dom Joaquim é formalizado

O presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia de Santa Catarina, Apolo Streicher Abrascio, esteve presente na tarde de ontem, na reunião do Comupa para apresentar à entidade o pedido formal de tombamento do Casarão de Dom Joaquim.O imóvel, construído entre 1875 e 1880, é importante para a Igreja Adventista porque foi a partir dali que as primeiras literaturas ligadas à religião chegaram e foram se espalhando. De acordo com ele, os primeiros adventistas de Santa Catarina foram convertidos na região, devido aos escritos que chegaram no casarão, que na época era conhecido como Casarão Hort.

“Reconhecemos que a igreja deveria ter adquirido há muito tempo o imóvel, fizemos contato por diversas vezes com o atual proprietário, mas ele não consegue entender essa importância”, diz.

Abrascio afirma que a igreja está disposta a adquirir o imóvel por um preço justo, mas também se propõe a pagar um aluguel para o proprietário em troca de ter a liberdade de poder fazer a restauração e conservação do imóvel. Porém, o proprietário não está aberto a negociações.

“Por este motivo, só nos resta pedir o apoio do município para o tombamento do imóvel. Preservar aquele casarão é preservar a história da cidade. Viemos suplicar, pedir ao conselho para que possa atender a nossa solicitação”.

“Um município que não preserva é semelhante a um corpo mutilado. Não morre, mas não é completo, sempre está faltando algo”, completa.

Com a formalização, o pedido de tombamento será incluído na pauta das próximas reuniões do conselho.

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