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Construção civil de Brusque começa ano menos otimista do que outros setores

Financiamentos travados e mercado restrito prejudicam negócios, diz presidente do Sinduscon

Construção civil de Brusque começa ano menos otimista do que outros setores

Financiamentos travados e mercado restrito prejudicam negócios, diz presidente do Sinduscon

O setor da construção civil vem sofrendo quedas desde 2014 no país, e registrou baixa de 6,6% no primeiro semestre de 2017, comprometendo o PIB nacional. Em Brusque, apesar de não haver dados exatos, a situação também preocupa. O ano de 2017 foi péssimo para o setor, de acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário (Sinduscon) de Brusque, Fernando José de Oliveira.

“Dependemos muito de financiamentos, e estes financiamentos estão emperrados na Caixa Econômica Federal, com contratos do programa Minha Casa Minha Vida travados”, explica Oliveira. Segundo o presidente do Sinduscon, a maioria das pessoas aptas a comprar imóveis pelo programa já comprou. E com a falta de recursos, contratos mais recentes foram paralisados.

Oliveira também explica a diferença entre Brusque e cidades litorâneas próximas. Enquanto em Balneário Camboriú e Itapema são vendidos apartamentos para pessoas ao redor do país e até do mundo, os construtores de Brusque lançam empreendimentos em nível local.

“Aqui construímos para o brusquense, para o empresário, para o trabalhador, ou para alguém de fora que acabe vindo morar aqui. O mercado fica muito restrito”, lamenta. “Não vejo muitas perspectivas para este ano. Pior do que 2017 é impossível. E como outros setores começaram a caminhar melhor, claro que 2018 deve ser um pouco melhor”.

O coordenador do Núcleo de Construtoras da Associação Empresarial de Brusque (Acibr), Daniel Appel Coelho, indica que 2017 foi um ano em que algumas empresas menores e sem fôlego para sobreviver à crise sucumbiram, deixando de construir ou até mesmo se retirando do mercado.

No entanto, as perspectivas para 2018 são de otimismo. “Em 2017 havia muita incerteza com a economia do país. Acredito que o pior já passou, vejo que a procura começou a aumentar no fim de 2017, e agora no início de 2018 as empresas e os clientes estão um pouco mais animadas”, afirma.

Sindicado laboral vê estabilidade na categoria

O sindicato contabiliza cerca de 1,5 mil trabalhadores em Brusque e região, mas não crava um número exato devido à alta rotatividade no setor. “Houve um número significativo de demissões, mas categoria se manteve estável. No fim de 2016, por exemplo, havia muita gente vindo ao sindicato perguntando por vagas de emprego, por empresas que estivessem contratando”, explica o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Brusque e Região (Sintricomb), Izaias Otaviano.

O presidente também destaca que em Brusque e região a categoria têm mantido negociações vantajosas com os patrões. “Claro que sempre é pouco em relação ao que a gente gostaria de ter, mas sempre temos trabalhado com um índice acima do piso. Comparando com outras categorias e com o momento econômico atual, estamos fazendo boas negociações, com ganho real significativo”.

 

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