Construtores de Brusque farão manifestação nesta quinta-feira contra o atraso nos pagamentos do Minha Casa Minha Vida

Movimento será a partir das 10 horas, em frente a agência da Caixa Econômica Federal

Construtores de Brusque farão manifestação nesta quinta-feira contra o atraso nos pagamentos do Minha Casa Minha Vida

Movimento será a partir das 10 horas, em frente a agência da Caixa Econômica Federal

Membros do Grupo dos Construtores e Profissionais do Ramo Imobiliário de Brusque e Região farão uma manifestação hoje, a partir das 10h, em frente à agência da Caixa Econômica Federal do Centro.

A ação faz parte de um movimento que acontecerá em todo o país e tem como objetivo chamar a atenção sobre os problemas que o setor vem enfrentando com a liberação de recursos do programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal.

O vice-presidente do grupo, João Carlos Vieira Ramos Filho, destaca que 80 construtores realizam o trabalho com o Minha Casa Minha Vida na região, mas desde o mês de agosto, o governo não tem liberado os pagamentos referentes aos contratos assinados que fazem parte do programa.

“Estão travando os pagamentos. Depois do financiamento aceito, na hora de imprimir os contratos, estão selecionando para quem vai ser liberada a verba”, diz.

Além disso, o grupo teme a mudança nos critérios do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). De acordo com Ramos Filho, os recursos do FGTS estão sendo usados para cobrir o rombo de outras áreas, o que impacta no setor da construção civil.

“O FGTS é um recurso do trabalhador destinado à moradia, mas estamos muito preocupados com essas mudanças. Até agosto, estava tudo certo, e agora está ocorrendo muitas falhas no pagamento”.

Além da manifestação de hoje, o grupo preparou um documento que será enviado à Brasília, solicitando ao Ministério das Cidades a liberação mais ágil dos recursos.

Ramos Filho ressalta que, só em Brusque, são destinados R$ 97 milhões, por ano, para o programa. Em Guabiruba, são R$ 11,5 milhões anuais. “Em Brusque, estão sendo construídas pelo programa 535 casas. Em Guabiruba, são 72 casas. As construtoras constroem as moradias com recursos próprios, atendendo aos critérios do programa federal, mas não estamos recebendo por isso”, diz.

Ele destaca também que o setor de construção civil conta com 2.364 profissionais diretos em Brusque e, gera em torno de 15 mil empregos indiretos. “Os profissionais da construção civil estão sendo afetados e até mesmo perdendo seus empregos. E isso é muito ruim, porque é um setor que movimenta muito a economia”.

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