Consumidores vão ao Procon contra reajuste de conta de luz

Neste mês, órgão recebeu mais de dez reclamações sobre o valor da conta de energia elétrica

Consumidores vão ao Procon contra reajuste de conta de luz

Neste mês, órgão recebeu mais de dez reclamações sobre o valor da conta de energia elétrica

Os sucessivos aumentos na conta de energia elétrica têm levado muitos consumidores ao Procon. Antes, as reclamações sobre o assunto praticamente não existiam, mas hoje já se tornaram comuns em muitos municípios brasileiros.

De acordo com o diretor do Procon de Brusque, Dantes Krieger Filho, neste mês as reclamações sobre o valor da conta de luz começaram a surgir no órgão. “Nos últimos 20 dias já tivemos mais de 10 reclamações, mas até mês passado não havia registros deste tipo de reclamação”, afirma.

Krieger Filho ressalta que entre as reclamações que chegaram ao órgão estão faturas que dobraram de valor de um mês para o outro. “Um aumento de 10%, 20% é razoável, mas dobrar o valor não. Por isso, estamos abrindo as reclamações”.

Ele destaca que o consumidor que perceber uma alteração muito grande na conta de luz pode procurar o órgão para tomar providências. “Vamos tentar resolver e auxiliar o consumidor pedindo a Celesc que vá auferir o relógio para ver se tem algum vazamento de energia ou algo do tipo, podemos até cobrar a troca de relógio para evitar que o consumidor seja prejudicado”.

Porém, ele explica que alguns casos que chegaram ao órgão, precisarão de mais tempo para ser analisado. “Tivemos casos em que a Celesc nos informou que nos meses anteriores estava fazendo só a média e aí no último mês fizeram a leitura normal, e aí é óbvio que vai dar uma diferença. Nesses casos, pedimos para o consumidor aguardar mais 30 dias até sair a próxima fatura e ver se normaliza ou não”.

Além do Procon, os consumidores brusquenses também procuram a agência da Celesc, principalmente, para tirar dúvidas sobre as faturas. De acordo com o gerente da Celesc de Brusque, Pedro Tridapalli, as maiores dúvidas são sobre o Sistema de Bandeiras Tarifárias – que indicam se a energia custa mais ou menos, em função das condições de geração de eletricidade. “Muitos consumidores ainda não entendem esse sistema.

Até agora não tivemos bandeira amarela e verde, apenas a vermelha, e isso gera muita dúvida. Os consumidores também questionam sobre o consumo de energia e o valor que está sendo cobrado, e também os reajustes, porque estão pagando tão caro”.

Tridapalli esclarece ainda que a Celesc só emite faturas com a média dos anos anteriores quando não há acesso para medir a energia. “O consumidor tem o dia da próxima data da leitura indicada na fatura. Isso acontece, principalmente, em moradores de prédios e condomínios. Quando não é aberto, a Celesc é obrigada a fazer pela média dos seis faturamentos anteriores, por isso, quando a fatura é feita normalmente, há um acréscimo do valor. É um dever do cliente dar livre acesso para a medição da fatura”, diz.

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