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Bastidores da política e do Judiciário, opiniões sobre os acontecimentos da cidade e vigilância à aplicação do dinheiro público

Continuam as tratativas para alterações no transporte universitário em 2018

E mais: Sesi estuda concentrar todas as unidades de Brusque

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Bastidores da política e do Judiciário, opiniões sobre os acontecimentos da cidade e vigilância à aplicação do dinheiro público

Continuam as tratativas para alterações no transporte universitário em 2018

E mais: Sesi estuda concentrar todas as unidades de Brusque

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Estudos e reuniões
A Prefeitura de Brusque continua a realizar reuniões para articular formas de reduzir os custos do transporte universitário em 2018. Várias ideias estão sendo apresentadas por pessoas que trabalham no setor, e também da área jurídica. O comando das discussões, no entanto, está centralizado na Secretaria de Governo e Gestão Estratégica. Uma resolução está sendo elaborada para nortear os serviços no próximo ano.

Ideias diversas
No momento, várias ideias estão sendo expostas, mas nenhuma ainda definitiva. O que está garantido é que os alunos que já utilizam o transporte universitário, seja qual for o curso, terão o benefício mantido até concluir a sua graduação. O mesmo, porém, não deve valer para os novos matriculados, que, pela ideia inicial, só terão gratuidade se estiverem em cursos não ofertados pelas instituições de Brusque.

Seleção por renda
Outra ideia que tem sido vislumbrada, mas ainda não foi sequer discutida, é a de que a gratuidade total poderá ser também restrita aos alunos que comprovarem ter uma renda baixa, estipulada em algo até três salários mínimos. Para os demais, a ideia proposta é ter um desconto de 50% na tarifa. Tudo isso é estudado para que seja reduzido o gasto da prefeitura com transporte universitário, considerado muito alto para uma área cujo município não tem obrigação legal de custear.


Mudanças no Sesi
O vice-presidente regional da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) no Vale do Rio Itajaí-Mirim, Ingo Fischer, recebeu nesta semana a visita do diretor superintendente do Serviço Social da Indústria (Sesi) em Santa Catarina, Fabrizio Machado Pereira. Durante o encontro, foi apresentado um estudo de viabilidade de concentração de todas as unidades do Sesi em Brusque, em um único espaço, prevendo a possibilidade de ampliações futuras. Fischer destacou a importância do planejamento em ampliar suas operações no município.


Defesa Civil esclarece
A Defesa Civil de Brusque retificou informação publicada na edição de quinta-feira, 19, em matéria sobre obras na rua João Heil, no bairro Nova Brasília. Diferente do que foi comentado entre vereadores e comunidade presente, não houve participação da Defesa Civil na liberação de obra particular realizada no morro acima da via, que está prejudicando os moradores, e sim apenas da Fundema.


Esclarecimento
A direção do Foro da Comarca de Brusque esclarece que, ao contrário do informado em reportagem desta quinta-feira, 18, sobre o horário de funcionamento da prefeitura, que o expediente do Fórum, utilizado a título de comparação, é das 12h às 19h, e não das 12h às 18h.


EDITORIAL

O país e seus labirintos

“O Brasil não é para principiantes” é uma daquelas frases antigas, cheias de sabedoria, que circula há muito tempo e é utilizada em várias situações.

Seu autor foi o maestro e compositor Tom Jobim, que era um arguto observador da cena brasileira e certamente pensou nela em alguma das muitas vezes que teve que explicar alguma característica brasileira para seus “colegas de trabalho” estrangeiros. Jobim trabalhou e gravou com músicos famosos (Frank Sinatra foi um deles).

Há quem diga que “o Brasil não é para principiantes” com um certo orgulho, acreditando que a frase seja mesmo uma demonstração de nossa superioridade.

Somos tão complexos que não é qualquer um que nos entende, ou que consegue sobreviver às peculiaridades desse jeito brasileiro de levar a vida. Afinal, como já dizia um antigo comercial de cigarros, “brasileiro gosta de levar vantagem em tudo, certo?”

O fato é que viver no Brasil exige muito da estrutura física e psicológica de todos nós. Não é coisa para principiante entender (ou explicar) o que fez o Senado brasileiro diante da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O Tribunal aplicou medidas cautelares a um dos senadores, suspeito de um rosário de crimes e o Senado negou-se a aceitá-las.

Nesse caso, por exemplo, não tem solução fácil ou boa. Se entendermos que tiveram razão os senadores em blindar o colega, porque o STF teria agido politicamente e invadido a seara exclusiva de outro poder, estaremos diante de um STF que não honra a toga que veste.

Viver no Brasil exige muito da estrutura física e psicológica de todos nós

Se, ao contrário, entendermos que o STF estava com a razão e que os senadores, ao blindar o colega, estão defendendo a impunidade e abrindo caminho para que outros corruptos escapem do longo braço da lei, estamos diante de um Senado que não honra os votos que recebeu.

Essa é, de fato, uma situação paradoxal pintada com as cores fortes do surrealismo: como se estivéssemos assistindo a um jogo de futebol e, qualquer que seja o resultado somos nós, os espectadores, os derrotados. O STF ganhou? Azar nosso. O Senado ganhou? Pior pra nós.

E quem acompanha, ainda que de longe, a vida política e econômica do Brasil sabe que é possível, apenas pensando um pouco, reunir vários exemplos de situações complicadas em que nos metemos ou em que os governantes da hora nos meteram, que exigem uma expertise que muitos estrangeiros, acostumados a coisas menos complexas, não têm.

Ou vocês acham que é qualquer um que entende essa coisa bem brasileira de leis que “pegam” e leis que não “pegam”? Ou isso de que, se roubar uma cuca, vai preso mas, se roubar uns milhões, acaba sendo eleito para alguma coisa?

 

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