Corpo de Bombeiros pretendia fazer museu com equipamentos da brigada da Fábrica Renaux

Pedido de doação das peças foi indeferido pela Justiça; instrumentos foram leiloados por R$ 29,4 mil em 2016

Corpo de Bombeiros pretendia fazer museu com equipamentos da brigada da Fábrica Renaux

Pedido de doação das peças foi indeferido pela Justiça; instrumentos foram leiloados por R$ 29,4 mil em 2016

Com o objetivo de preservar a memória de uma fase importante de Brusque, o Corpo de Bombeiros chegou a articular a criação de um museu com os equipamentos que eram utilizados pela brigada de incêndio da Fábrica de Tecidos Cônsul Carlos Renaux.

A ideia, segundo o comandante do Corpo de Bombeiros de Brusque, tenente Hugo Manfrin Dalossi, surgiu após uma visita que a corporação fez à fábrica falida.

Na época, alguns equipamentos da brigada estavam guardados no local, sem uso, como um Jeep Willys ano 1970, uma bomba reboque, um reboque escada – que provavelmente foi desenvolvido por engenheiros da própria empresa -, entre outros materiais.

Ao verificar as condições dos equipamentos, Manfrin encaminhou um ofício à Vara Comercial de Brusque, responsável pelo processo de falência da fábrica, pedindo a autorização para utilizar os equipamentos como peças de museu.

No documento, ele justificou a importância histórica dos equipamentos, já que era a brigada da Fábrica Renaux que atendia as ocorrências de incêndio e salvamento em Brusque até 1982, quando foi instalado oficialmente o Corpo de Bombeiros Militar na cidade.

A intenção do comandante era de restaurar as peças e deixá-las em exposição, resgatando os equipamentos e materiais utilizados pela brigada que, de certa forma, antecedeu o Corpo de Bombeiros no município.

O pedido, entretanto, não foi acatado pela Justiça, que indeferiu o requerimento de doação dos bens solicitado pelos bombeiros. A justificativa para o indeferimento foi os valores que poderiam ser arrecadados com a venda dos equipamentos. Com isso, a ideia não avançou.

As peças foram incluídas no lote 21 do leilão de bens móveis e imóveis da fábrica, ocorrido em agosto de 2016. O Jeep Willys 1970 foi avaliado em R$ 30 mil, com status de conservação média. A bomba de água foi avaliada em R$ 2,5 mil, e a escada de bombeiro teve o valor de R$ 3 mil avaliado pelos peritos. No lote, constavam ainda máscaras de incêndio, cintos e peças antigas, avaliados em R$ 2,7 mil e uma roupa protetora de voltagem, com valor de R$ 1 mil.

O total do lote que fazia parte os equipamentos da brigada foi de R$ 39.200 e o lance inicial no leilão partia de R$ 29.400, valor pelo qual foi arrematado por um comprador de Itajaí.

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