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Rosemari Glatz

Professora da Unifebe

Crescimento do Turismo regional exige mudança, planejamento, organização e ação

Rosemari Glatz

Professora da Unifebe

Crescimento do Turismo regional exige mudança, planejamento, organização e ação

Rosemari Glatz

Em pleno calor de verão Santa Catarina está lotada de turistas que contribuem para consolidar a indústria do turismo como importante fonte de renda e desenvolvimento. Nosso estado é procurado por suas belas paisagens naturais, hospitalidade, cultura, tradição e religiosidade que encantam qualquer tipo de viajante. Mas turista quer e precisa de mais do que isso, e aqui no Vale do Itajaí-Mirim, o que encontramos durante o período que segue o Natal e avança até a primeira semana de janeiro?

São outros tempos
Brusque e região já começam a ter vida constante o ano todo. Aos poucos, as praias lotadas, filas na padaria, no supermercado, na peixaria, na rua, associados à proximidade do litoral têm feito com que os moradores optem por passar o período de férias por aqui. Além disso, esses mesmos fatores têm atraído número crescente de turistas que procuram nossa região durante este período.

Susto e indignação
Relatos dos que “ficaram por aqui” dão conta de manifestações de visitantes que se declararam “assustados” pois Brusque parecia uma cidade fantasma (com a maior parte do comércio fechado). Outros (incluindo moradores) manifestaram indignação pela quase inexistência de opções de café, almoço e jantar.

É fato que ainda não temos demanda para manter todos os estabelecimentos operando durante esse período, mas existe demanda, e das boas! É importante que os estabelecimentos interessados em ganhar dinheiro e dispostos a “quebrar paradigmas” se organizem para que alguns fiquem funcionando, e que isso seja divulgado na mídia e nos próprios estabelecimentos.

Nesta hora lembro de uma experiência que vivi recentemente em minha cidade natal (Taió, no Alto Vale do Itajaí) quando, em visita por lá num domingo qualquer, precisei de uma farmácia. Parei na primeira que encontrei e estava fechada. Mas, para minha grata surpresa, havia um cartazete afixado na porta indicando qual era a farmácia que estava atendendo naquele dia.

Pronto, problema resolvido. Confirmei a tese de que com simplicidade, planejamento e organização é possível respeitar o domingo – o dia do descanso (Ruhetag, na cultura alemã) – e ainda deixar o cliente satisfeito. Simples assim!

E o que falar do dia 31 de dezembro?
Assim como outros conhecidos, já faz alguns anos que temos optado por passar a virada do ano aqui. E foi triste constatar – mais uma vez – que Brusque terminou o ano sem qualquer festa para o povo, sem queima de fogos, sem programação cultural.

Quem me conhece sabe que defendo a tese de que o turismo só dá certo se envolver a tríade: poder público + iniciativa privada + educação. Mas, no que se refere às comemorações de virada de ano, defendo que essa iniciativa e investimento cabem ao poder público. E uma cidade boa para a população também é boa para o turista.

​O litoral está lotado
Estamos há 40 km de lindas praias. Botuverá tem uma das mais belas cavernas da América do Sul. Nova Trento é destaque em turismo religioso. Guabiruba transpira cultura e tradição (nota: o Pelznickelplatz recebeu quase 15 mil visitantes em dezembro) e é conhecida pelo ecoturismo.

Brusque é reconhecida pelo turismo de compras, e quem se dispôs a ir a algum centro comercial entre o Natal e ano novo constatou a quantidade de turistas de outros estados e cidades catarinenses, e se deparou com fretamentos contratados por hotéis de Balneário Camboriú para trazer turistas a Brusque para compras. Nossa região, sem qualquer esforço, já atrai o viajante. Mas precisamos melhorar: precisamos de planejamento, organização e ação.

Então, um brinde a 2018 e à coragem para a mudança!
Obs.: Brindar sempre é um “must”, mas lembre-se de olhar nos olhos ao falar Prost (saúde) para não te dar azar…

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