Cristovam Buarque realizará conferência em Brusque

O ex-governador de Brasília e ministro da Educação, o professor estará no município em 6 de setembro

Cristovam Buarque realizará conferência em Brusque

O ex-governador de Brasília e ministro da Educação, o professor estará no município em 6 de setembro

O ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB), governador de Brasília e ministro da Educação, o professor Cristovam Buarque confirmou que ministrará a Conferência Magna Educação, Prioridade Nacional: Um Imperativo!, às 19h de 6 de setembro, no teatro do Centro Empresarial, Cultural e Social de Brusque (Cescb), integrando o Ciclo Brusquense de Conferências Magnas Temáticas, que marca o bicentenário da Independência do Brasil.

Contando com sete Conferências Magnas, o Ciclo foi inaugurado em 14 de novembro de 2016, com a palestra de Dom Bertrand de Orleans e Bragança, bisneto da Princesa Isabel, sob o tema A Monarquia na Construção do Brasil Independente.

O Ciclo terá continuidade em 14 de novembro de 2018, com o tema Fé e Cultura, a ser abordado por Dom Odilo Pedro Cardeal Scherer – Arcebispo Metropolitano de São Paulo, Mestre em Filosofia e Doutor em Teologia e Grão-Chanceler da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Já Desenvolvimento Sustentável será enfocado em 6 de setembro de 2019, pelo Professor Juarez Freitas, presidente do Instituto Brasileiro de Altos Estudos de Direito Público, marcando também o Centenário de Nascimento do Padre, Botânico e Historiador Raulino Reitz, cientista que recebeu o Prêmio Global 500 da ONU e que por muitos anos trabalhou em Azambuja/Brusque, comemorado em 19 de setembro daquele ano.

Tendo por ministrante o ex-governador e deputado federal, o Prof. Dr. Esperidião Amin e debatedor o Prof. Dr. Roberto Diniz Saut, A Arte da Política e da Administração será abordada em 13 de novembro de 2020. Aldeia global, nossa casa comum! será o tema de 6 de setembro de 2021. O ciclo será encerrado em 6 de setembro de 2022, com a conferência Desafios e Perspectivas para o Brasil.

Realização
A realização do Ciclo Brusquense de Conferências Magnas Temáticas é o resultado da articulação com instituições que resgatam, preservam e perenizam nossa comum história, como a Casa de Brusque e o Instituto Aldo Krieger, organizações representativas como a Associação Empresarial de Brusque (ACIBr) e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), as Igrejas Católica, Evangélica Luterana e o Conselho de Pastores de Brusque, além do apoio de outras organizações e pessoas físicas.

Idealizador do Ciclo, o historiador Paulo Vendelino Kons ressalta que “cada Conferência Magna buscará conexões entre as realidades de Brusque, do Estado, do País e do Planeta, com uma mesa de debates, mesclando especialistas e lideranças locais, além de ser oportunizada a manifestação dos presentes”. Esclarece que “todos os eventos programados no âmbito do Ciclo Brusquense de Conferências Magnas Temáticas, visando a celebração do Bicentenário da Independência, serão ofertados gratuitamente à comunidade”.

O historiador Kons entende que “dar a devida importância a datas comemorativas, como a efeméride do Bicentenário, gera grande potencial de mobilização de forças criativas vitais à reafirmação da nacionalidade e ao desenvolvimento de novos projetos. E celebração à altura desse acontecimento permitirá não apenas uma reflexão sobre o passado, mas a possibilidade de reformulação do futuro”.

Cristovam Buarque
Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque nasceu em 20 fevereiro de 1944 em Recife (PE). É casado com Gladys Buarque e tem duas filhas. É filho de um casal de classe média baixa – os pais trabalhavam em uma tecelagem e o adolescente Cristovam ajudava a vender panos e a fazer a contabilidade comercial dos negócios. Quando estudante, trabalhava ministrando aulas particulares de física e matemática, especialidade que o fez optar pelo curso de Engenharia Mecânica, aproveitando o clima desenvolvimentista do país nos anos 50 e 60.

Auxiliado por Dom Hélder Câmara, arcebispo de Olinda e Recife, obteve uma bolsa de estudo para cursar o Doutorado em Economia na tradicional Sorbonne, em Paris.

De 1970, quando foi para Paris, a 1979, quando voltou ao Brasil, Cristovam concluiu o doutorado na Sorbonne e trabalhou seis anos no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), onde chefiou equipes de elaboração de projetos financiados pela instituição em toda a América Latina.

Primeiro reitor eleito da Universidade de Brasília (unB), a administração de Cristovam à frente da universidade fez com que a UnB se tornasse uma referência nas discussões acadêmicas e políticas nacionais e mundiais dos anos 80. Construiu o equivalente a 40% de tudo o que tinha sido feito antes. Abriu o campus para a sociedade e pela primeira vez deu voz a comunidades que depois viriam a se consolidar no cenário nacional – como os seringueiros liderados por Chico Mendes na Amazônia.

Também foi na UnB que ele estabeleceu as linhas gerais de seu pensamento sobre o desenvolvimento econômico e inclusão social, presentes nos 20 livros que escreveu.

Foi na UnB, em 1986, que Cristovam projetou as linhas gerais da Bolsa-Escola, programa que ganhou o mundo e consiste em fazer o Estado pagar às famílias pobres para manterem seus filhos nas escolas, uma evolução de projetos de renda mínima, vinculados à assistência social, defendidos pela esquerda. Cristovam ocupou a reitoria da UnB de 1985 a 1989. Saiu de lá diretamente para o governo do Distrito Federal, onde implantou a Bolsa-Escola e dezenas de outros programas sociais que fugiam à lógica da esquerda corporativista e da direita assistencialista. Na economia, propôs parcerias com a iniciativa privada em áreas fundamentais para o desenvolvimento regional.

Assim como a Bolsa-Escola, diversos outros programas implantados por ele cobravam uma contrapartida dos beneficiados. Fez questão de não dar nada de graça e de não usar o Estado para o atendimento apenas de parcelas bem-organizadas da sociedade. Também não fez promessas que não podia cumprir. Administrou com respeito à responsabilidade fiscal, de olho no bem comum e com prioridade às necessidades mais imediatas da população menos privilegiada (principalmente educação e saúde) e à inclusão social.

Em 2003, foi nomeado ministro da Educação do governo Lula. Como ministro, alfabetizou mais de 3 milhões de pessoas em um ano – a primeira meta de sua administração, interrompida intempestivamente.

No Senado Federal, é chamado por seus pares como senador de educação, tendo em vista sua defesa intransigente da educação como o caminho para o desenvolvimento e a justiça social.

De todos os títulos que lhe cabem, o que Cristovam Buarque mais gosta é o de professor. Reverenciado pela comunidade universitária por sua importante contribuição à educação do país, é considerado mestre de várias gerações, referência nacional e internacional em educação.

“Um homem público singular”
O historiador Paulo Vendelino Kons esclarece que o escolhido para ministrar a Conferência Magna sobre Educação foi o professor Cristovam Buarque “na medida em que se constitui um homem público singular, que tem sua trajetória dedicada à Educação”.

Para Cristovam “o Brasil precisa se libertar de amarras que impedem o seu desenvolvimento. Segundo ele, o primeiro desafio a vencer é a falta de educação dos brasileiros em um mundo onde predominam a ciência e a tecnologia.

Ressalta que o país também precisa vencer a quantidade ilimitada de leis que impedem as coisas de funcionar. De acordo com ele, a reforma trabalhista tenta simplificar as relações entre capital e trabalho. É necessário, segundo o senador, tomar cuidados para evitar a escravidão, e exploração e outros abusos, mas a reforma precisa acontecer.

“Trabalhador tem que ter direito, não apenas a férias, mas à licença para formação, para estudo, para aprimoramento, para reciclagem, e eu vou apresentar uma emenda nesse sentido. Isso é adaptar as leis trabalhistas aos tempos de hoje, em que um trabalhador não fica para sempre na mesma profissão; as profissões mudam, nascem, ficam obsoletas, e os trabalhadores têm que se reciclar”, disse o senador.

As últimas amarras que impedem o Brasil de melhorar, segundo Cristovam Buarque, são a corrupção e o que ele chamou de “deseconomia”. Para o senador, a corrupção, além de desperdiçar recursos públicos em propinas e obras superfaturadas, é um exemplo para os brasileiros comuns de que eles também estariam livres para cometer pequenos roubos.

“Precisamos soltar o Brasil, um gigante amarrado em um conjunto de regras e leis.” (Cristovam Buarque)

TEMAS, DATA, HORÁRIO e LOCAL das Conferências Magnas

A MONARQUIA NA CONSTRUÇÃO DO BRASIL INDEPENDENTE
14 de novembro de 2016, às 19h, no teatro do Centro Empresarial, Social e Cultural de Brusque – CESCB (rua Pedro Werner, nº. 180 – Brusque)

EDUCAÇÃO, PRIORIDADE NACIONAL: UM IMPERATIVO!
6 de setembro de 2017, às 19h, no teatro do CESCB

FÉ E CULTURA
14 de novembro de 2018, às 19h, no teatro do CESCB

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
6 de setembro de 2019, às 19h, no teatro do CESCB

A ARTE DA POLÍTICA E DA ADMINISTRAÇÃO
13 de novembro de 2020, às 19h, no teatro do CESCB

ALDEIA GLOBAL, NOSSA CASA COMUM!
6 de setembro de 2021, às 19h, no teatro do CESCB

DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA O BRASIL.
6 de setembro de 2022, às 19h, no teatro do CESCB

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