Cruzeiro vence Poço Central em jogo marcado por confusão na torcida

Partida do Amador de Guabiruba foi marcada por violência dentro e fora de campo

Cruzeiro vence Poço Central em jogo marcado por confusão na torcida

Partida do Amador de Guabiruba foi marcada por violência dentro e fora de campo

A partida entre Cruzeiro e Poço Central, no estádio João Alfredo Koehler, neste domingo, 21, foi vencida pelo time da casa por 3 a 1, mas, infelizmente, o que chamou a atenção foi uma confusão entre as torcidas do lado de fora.

O jogo, válido pela quinta rodada do Campeonato de Futebol Amador de Guabiruba, teve clima tenso dentro das quatro linhas desde o início. O primeiro gol saiu com menos de 2 minutos, com Jean Rafael dos Santos, camisa 2 do Cruzeiro.

Na briga por uma vaga no G-4, o Poço Central foi para cima. Desde o começo, cada bola era dividida com intensidade. Em boa parte das vezes, um dos envolvidos no lance acabava no chão.

Os carrinhos e encontrões dos dois lados foram percebidos pelos bancos de reserva, que passaram a cobrar do árbitro Maurício Soares atitude. O juiz, no entanto, deixou o jogo rolar.

O segundo gol do Celeste veio aos 29 minutos. O meia-atacante Nathan Sutil acertou um belo chute que encobriu o goleiro do Poço.

O Poço descontou aos 45 minutos. O camisa 28, Everson dos Santos Assunção, aproveitou-se de uma falha da zaga cruzeirense, passou pelo goleiro e meteu na rede.

O gol no final exaltou ainda mais os ânimos dos atletas do Cruzeiro. Um jogador de linha e o arqueiro chegaram a bater boca. No lado dos visitantes, a tensão era no mesmo nível.

Jogadores e comissão técnica dos dois times procuraram o mesário pedindo que o juiz contivesse o jogo, que estava violento, segundo os relatos. O árbitro, entretanto, rebateu que “jogo estava bom”.

Confusão
O 2 a 1 no placar foi um elemento a mais no caldeirão que era o estádio. O time do Poço tinha chances reais de empatar e até virar.

A torcida do Poço também foi destaque, com intensa participação, cantando e incentivando os jogadores. A situação de jogo, a pressão da torcida e as jogadas violentas foram tomando cada vez mais proporção.

A cada chegada mais forte, alguém se levantava em sinal de indignação num dos bancos de reservas. O árbitro, no entanto, permaneceu com seu estilo de conduzir a partida.

Já passados os 30 minutos, uma chegada dura de um atleta do Poço provocou forte reação do banco cruzeirense. O árbitro, a princípio, assinalou apenas a falta, mas o auxiliar o chamou e indicou que ele deveria dar amarelo a um jogador.

Porém, o bandeira apontou o jogador errado, no meio da confusão que se instalou. Isso gerou mais indignação por parte do Poço.

Os ânimos ficaram ainda mais a flor da pele. Já aos 40 minutos, o camisa 4 do Cruzeiro, Valter Pereira, fez o terceiro gol.

A partir daí começou a confusão. Os torcedores cruzeirenses, antes quietos, comemoraram. Houve briga no meio da torcida.

Até mesmo integrantes da equipe do Poço saíram do campo e foram para a torcida no meio da confusão. Eles acusavam a torcida do Cruzeiro de jogar pedras nos seus apoiadores.

Havia mulheres, crianças e idosos no meio das torcidas, que não eram separadas. Uma confusão ainda maior poderia ter se desencadeado, mas depois de alguns minutos o “bolinho” se desfez.

Na volta, jogadores dos dois times e o mesário indicaram ao árbitro que o melhor seria encerrar o jogo, visto que poderia acontecer mais confusão. Entretanto, o juiz optou por dar continuidade. A partida foi encerrada sem que houvesse mais problemas.

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