Defesa de empresário acusado de receptação de carga roubada pede revogação da prisão

Clóvis César Silva afirma desconhecer a existência de mercadoria

Defesa de empresário acusado de receptação de carga roubada pede revogação da prisão

Clóvis César Silva afirma desconhecer a existência de mercadoria

O empresário Clóvis César Silva, de Guabiruba, permanece detido no Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí, conhecido como Canhanduba, uma semana após ter sido preso em flagrante pelo crime de receptação qualificada. Porém, o advogado da empresa Ape, Jonas de Souza, entrou com pedido de revogação da prisão ainda no início da semana.

Segundo o advogado de defesa, nenhuma mercadoria furtada – uma carga de quase 26 toneladas de plumas de algodão, distribuídos em 120 fardos – foi apreendida na empresa Ape, de propriedade de Silva.

“A mercadoria, que a polícia diz que apreendeu, mas que não vimos, foi encontrada em uma empresa de Botuverá. Com meu cliente não foi encontrado absolutamente nada. Ele não possuía nenhuma mercadoria furtada em estoque. Por isso, informei isto ao juiz e pedi a revogação da prisão”, informa.

O processo segue em segredo de Justiça, por isso não foi possível repassar mais informações sobre o caso. Entretanto, o advogado Souza afirma que o empresário desconhece a mercadoria, alvo de investigação da Divisão de Investigação Criminal (DIC), da Polícia Civil de Itajaí.

“As imagens da mercadoria divulgadas pela imprensa apontando que seria do meu cliente, gerou problemas para ele, pois as pessoas associaram que estaria na empresa dele, o que não é verdade”, ressalta.

Durante a operação policial na empresa de fiação em Botuverá, os policiais conversaram com os representantes, que esclareceram que todo o material que estava naquela empresa seria processado e, posteriormente, devolvido à empresa Ape. Ao procurarem por Silva, proprietário da Apae, a DIC solicitou os documentos da origem legal do produto. No entanto, diz a defesa, ele não apresentou nada que comprovasse que a mercadoria era realmente dele.

A DIC, por sua vez, informou à imprensa que a empresa botuveraense indicou, por meio de documentos, que a Apae era a responsável pela carga.

Silva já havia sido preso em 2014, também por receptação qualificada, oportunidade em que foi localizada uma carga de fios roubada dentro do galpão de sua empresa, em Guabiruba.

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