Definidas novas regras para venda de medicamento sem receita médica

Setor farmacêutico de Brusque considera medida positiva

  • Por Redação
  • 15:00
  • Atualizado às 17:06

Definidas novas regras para venda de medicamento sem receita médica

Setor farmacêutico de Brusque considera medida positiva

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As novas regras sobre Medicamentos Isentos de Prescrição Médica (MIP) foram publicados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta semana no Diário Oficial da União. O regulamento considera sete critérios para o enquadramento dos medicamentos e foi aprovado pela diretoria colegiada da agência no mês passado.

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O texto publicado substitui a resolução anterior (138/2003), que não previa a possibilidade de atualização da lista de medicamento isento de prescrição. De acordo com a Anvisa, isso impossibilitou que medicamentos que têm perfil de segurança e uso compatíveis com a venda sem prescrição fossem incorporados à categoria de venda.
A resolução apresenta ainda as orientações para que as farmacêuticas possam solicitar o enquadramento e reenquadramento de medicamentos na lista dos isentos de prescrição. A vice-presidente executiva da Associação das Indústrias de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip), Marli Sileci, afirma que a mudança pode fazer com que ao menos 30 substâncias passem a ser liberadas da receita médica.

Ela afirma que hoje os MIPs respondem por cerca de 30% do mercado. Os mais comuns são para dor de cabeça, anti-inflamatórios, resfriados e vitaminas. Com a nova resolução, a expectativa é que esse percentual chegue a até 40%.

O setor farmacêutico de Brusque avalia a medida positivamente. O farmacêutico da Drogaria Cristian, Jânio César Arsamendia, afirma que há medicamentos que não necessitam de tanto controle. “Em determinados casos, a automedicacação não vai fazer mal e pode curar uma patologia simples”.

A farmacêutica e sócia-proprietária da Lindóia, Claudete Willrich Sani, também diz que a decisão é válida. Ela afirma que as pessoas poderão comprar analgésicos e antigripais mais facilmente. Para o sócio-proprietário da Farmácia Santa Terezinha, Ivan de Oliveira, a decisão é positiva para o consumidor. “É importante você ter esses medicamentos isentos de prescrição, porque eles são uma alternativa importante ao cidadão que muitas vezes não precisa ir ao médico. É um tipo de problema simples que ele consegue resolver com um medicamento”.

No entanto, Oliveira alerta que os medicamentos não são isentos de toxicidade e de reações graves, e por isso, em caso de dúvida, o paciente deve consultar o farmacêutico.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os MIPs são os aprovados pelas autoridades sanitárias para tratar sintomas e males menores, comercializados sem prescrição médica, devido à sua segurança e eficácia, desde que utilizados conforme as orientações disponíveis nas bulas e rotulagens.


20160805-10

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