Denisio Nascimento participa pela quarta vez do Rally dos Sertões

Atleta de Brusque compete na categoria Moto Super Production com a equipe Copobras Rally Team

Denisio Nascimento participa pela quarta vez do Rally dos Sertões

Atleta de Brusque compete na categoria Moto Super Production com a equipe Copobras Rally Team

O piloto Denisio Nascimento terá a experiência de participar pela quarta vez do Rally dos Sertões, uma das mais importantes provas off road da América Latina. A competição será realizada entre os dias 25 de julho e 3 de agosto. O atleta compete na categoria Moto Super Production. Em sua primeira participação, no ano de 2009, percorreu sete estados e superou mais de cinco mil quilômetros. Chegou em primeiro lugar na sua categoria e em segundo na classificação geral. 

Nos anos seguintes, Nascimento foi obrigado a desistir das competições durante os percursos. Em um deles, teve problemas técnicos em sua moto. No outro, sofreu uma queda e ficou sem condições de competir. Em 2012, lesionado, ficou novamente fora da competição.

Para a vigésima primeira edição, o objetivo é concluir o percurso. “Vamos nos esforçar para conseguir um bom resultado. Mas, o objetivo principal é completar a prova, o que é muito difícil”, relata o piloto. 
Preparação
Para superar os mais de quatro mil quilômetros de prova, a preparação para o Rally é intensa desde janeiro. Além de treinar de moto duas vezes por semana e uma de bicicleta, o piloto faz academia com o acompanhamento de personal trainer.

Os treinos acontecem também na areia para adaptação ao tipo de local da prova. As praias de Laguna e Ibiraquera são as escolhidas por ter formação de dunas. O último treino na areia será no fim de semana. Deve também ser o último de moto. “A partir da semana que vem, fica só a parte física. Alguma coisa com bicicleta ainda devo treinar até o dia 20”, diz.

Outra preocupação é manter o estado físico até a competição. “O risco com a motocicleta é muito alto. Não quero forçar muito, pois o risco de lesão aumenta. Uma lesão mínima já é suficiente para tirar da prova. Faltando poucos dias, não posso arriscar”, relata Nascimento. 
Equipe
Nascimento compete com a equipe Copobras Rally Team. Wilson de Francheschi é o outro atleta integrante da equipe. Além dos pilotos, mais cinco pessoas completam o time de apoio, como também, uma camioneta e um caminhão, que servirão como local de alimentação, higiene e dormitório. 

O piloto afirma que a preparação para a competição envolve muito além dos treinos. “Hoje, participar de um Rally dos Sertões envolve muitas coisas. Não é só se preocupar com a parte de preparação física, como também o equipamento, a estrutura e a equipe. Isso gera todo um transtorno”, diz. “Acaba tomando bastante tempo. Correr atrás, deixar tudo afinado para chegar lá e funcionar tudo como a gente precisa. Agora, já estamos nos preparativos finais. O caminhão está ficando pronto”, relata.

De 2010 até o ano passado, Nascimento era piloto da Petrobras. A equipe, que existia há 25 anos, foi extinguida devido à crise. Por isso, seu contrato não foi renovado. A última competição pela Petrobras Lubrax foi no Rally Dakar, em 2012. 

A competição
Aventura e superação. Essas são algumas das palavras que definem o Rally dos Sertões. As categorias em disputa são motos, carros, caminhões, quadris e UTV’s, divididos em subcategorias. O percurso total é de 4.157 quilômetros. Nascimento compete na elite Moto Super Production, na qual é permitido todo o tipo de preparação. É considerada a mais forte da competição. O trajeto passa por dez etapas entre os estados de Goiás e Tocantins. A largada será em Goiânia no dia 25. Cada dia é um roteiro diferente. “Tem dias que serão percorridos até seiscentos quilômetros”, comenta. 

A prova é contra-relógio e cada etapa tem um vencedor. O resultado da competição é a somatória dos dez tempos, referentes as etapas.

Os competidores encaram dunas, lama, exposição ao calor e frio excessivos, estradas de terra e também asfalto. Além de belas paisagens e vilarejos, enfrentam algumas dificuldades. “A gente roda uma quilometragem muito longa por dia e não temos nenhum apoio mecânico. Se estoura um pneu ou a moto fica sem gasolina, nós é que temos que arrumar. Sem contar as dificuldades que encontramos de terreno, trechos com pedra”, diz. 

A técnica de piloto é saber equilibrar. “É preciso tentar manter uma média, um ritmo bom. Como o trecho é muito longo, não dá pra dar tudo de si nos primeiros quilômetros e não manter o ritmo, não conseguindo completar a prova”, diz. A equipe viaja para Goiânia no dia 20 de julho.
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