Desfile cívico em Brusque é marcado pelo espírito esportivo

Cerca de 45 grupos desfilaram na avenida Cônsul Carlos Renaux na manhã desta quarta-feira, 7

Desfile cívico em Brusque é marcado pelo espírito esportivo

Cerca de 45 grupos desfilaram na avenida Cônsul Carlos Renaux na manhã desta quarta-feira, 7

A avenida Cônsul Carlos Renaux foi tomada pelo espírito esportivo na manhã desta quarta-feira, 7. Em comemoração à Independência do Brasil foi realizado o tradicional desfile cívico de Brusque – evento que seria no dia 4 de agosto em celebração aos 156 anos do município e transferido devido à chuva.

Cerca de 1,5 mil pessoas percorreram a avenida levantando bandeiras com ênfase no desporto, já que o tema principal era “O Esporte que Movimenta a Cidade”, destacando as Olimpíadas e as Paralimpíadas. No entanto, antes dos 45 grupos desfilarem pela via – alunos das redes públicas e privadas de educação, fanfarras, bandas de percussão, clubes esportivos, protetores ambientais, entre outros-, teve a apresentação artística do coral infantil dos estudantes da Rede Municipal de Educação, da Associação Brusquense de Ginástica Rítmica e também da Banda Marcial de Brusque.

Na cerimônia também evidenciou-se que a Festa Nacional do Marreco (Fenarreco) iniciará em 30 dias e que o município já começa a desfrutar deste momento festivo. Após isso, o prefeito da cidade, José Luiz Cunha, o Bóca, agradeceu o prestígio da população e realizou oficialmente abertura do desfile dos 156 anos de Brusque e da Independência do Brasil.

Elementos esportivos

A Fundação Municipal de Esportes (FME) trouxe para a avenida vários elementos esportivos. Rubens Fachini e Arthur Schlösser, criadores dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc) foram reverenciados. O grupo apresentou ex-atletas que representaram a cidade em distintas modalidades, jogadores dos Jogos Comunitários, da Terceira Idade. Também desfilou o único integrante remanescente da primeira comissão dos Jasc (1960), Orlando Francisco Müller, o seu Pipoca. Além disso, o diretor da fundação, Ricardo Matias Knabben, diz que buscou-se valorizar os atletas que representam Brusque nas Paralimpíadas e também as associações de deficientes.

Uma destas entidades é a Associação de Surdos de Brusque (Asbru). A presidente Camila Carolina da Costa afirma que o surdo tem dificuldade em se comunicar, pois grande parte das pessoas não conhecem a Língua de Sinais. Para ela, estar na avenida é mostrar que o grupo “tem o direito da língua e necessita para crescer e avançar”.

A escola Municipal Professor José Vieira Corte, do Santa Luzia, representou o continente europeu e os principais componentes olímpicos, como tocha, mascote e bandeira. Com o tema “Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas”, a escola de Ensino Fundamental Professora Isaura Gouvêa Gevaerd, do Thomaz Coelho, mostrou ao público parte do cenário e da história da cidade. Sambistas, o fogo simbólico, praia com calçadão, os principais times de futebol estiveram entre os destaques.

Já a escola de Ensino Fundamental Georgina Carvalho Ramos da Luz, do São Pedro, apresentou diversos profissionais que trabalham nas Olimpíadas e Paralimpíadas. “Cada pessoa tem um papel importante nestas competições e muitas vezes a comunidade nem sabe. Nosso objetivo foi mostrar o quão necessário são para o evento”, conta a diretora Maria Ivone Crespi Noldim.

A professora Daniele Maestri Battisti Archer, do Centro, assistia o desfile com a filha e aguardava o momento em que o outro filho, de 14 anos, do Colégio São Luiz, passaria pela avenida. Ela diz estar encantada com as apresentações. “Estou adorando. Retoma toda a história do esporte do Brasil e precisamos honrá-la. Como sou apaixonada pela educação, considero que cada escola mostrou e está mostrando aspectos importantes, sem contar que está bem organizado”.

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