Dia do Professor: Estudante virou coordenador do curso da instituição que o formou

Sidnei Gripa foi aluno da Unifebe e hoje é coordenador dos cursos de Administração, Gestão Comercial e Processos Gerenciais

Dia do Professor: Estudante virou coordenador do curso da instituição que o formou

Sidnei Gripa foi aluno da Unifebe e hoje é coordenador dos cursos de Administração, Gestão Comercial e Processos Gerenciais

Antes de ser professor, Sidnei Gripa foi aluno: estudou Administração na Unifebe e, hoje, é coordenador do curso na mesma instituição. Ele finalizou a graduação em 2004 e conta que foi durante os anos de curso que seus horizontes se abriram: “Perdi a timidez, o medo de falar em público, foi um período de desenvolvimento pessoal”, diz.

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Ele conta que sempre teve facilidade para estudar e aprender sozinho e, desde a adolescência, já dava aula para amigos que precisavam de reforço ou que tinham que passar em algum exame. “Mas foi apenas na graduação que surgiu o interesse em contribuir com a educação. Quando vi que tinha essa vontade, passei a desenvolver a oratória, me oferecer para apresentar trabalhos, e também busquei especialização.”

Logo após a faculdade, ele buscou a pós-graduação e, em 2007 veio o convite para lecionar na Unifebe. Sidnei conta que foi um desafio: com apenas 27 anos, passou a ministrar a disciplina de Estudos Avançados de Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos. Em 2015, assumiu a coordenação do curso onde se formou.

“Ter sido aluno aqui contribuiu bastante. Vários dos meus colegas aqui foram meus professores. Sinto que trago a visão do aluno para a coordenação.” Para ser professor, ele precisou se preparar academicamente, mas acredita que, além dos estudos, a experiência de mercado também é um ponto positivo, pois ele pode trazer a experiência do dia a dia de empresas. “Isso ajuda a alinhar a teoria e a prática.”

Sidnei acredita que, como professor, ele pode passar suas experiências – e também aprender com os alunos – e incentivar que os estudantes continuem buscando aprendizado, que não parem na graduação. “Essa é a profissão que ensina todas as outras profissões, e precisa ser valorizada, da educação infantil ao ensino superior. E, da mesma forma que eu fiz, gostaria de ver alunos meus dando aula também. Gostaria de ser coordenado por alunos aqui da Unifebe.”

Metodologias inovadoras
Na época em que era estudante, Sidnei conta que o curso de Administração era muito teórico. Foi por isso que, como coordenador, ele quis trazer a prática para o dia a dia dos estudantes, por meio do Centro de Simulação de Negócios e Gestão Empresarial (CESGE).

Espaço foi projetado para não ser uma sala de aula tradicional | Natália Huf

“É aqui que os alunos conseguem colocar em prática o conteúdo teórico aprendido no curso de Administração”, explica o professor. O laboratório conta com um simulador empresarial, no qual os estudantes, divididos em grupos – cada um uma “empresa” -, disputam entre si. Cada equipe possui um orçamento, precisa definir seu público, as estratégias de marketing e o plano de ação.

Nas aulas práticas, ocorre a simulação da rotina de uma empresa, e os alunos precisam tomar decisões que um gestor também precisaria tomar na “vida real”. O simulador gera um ranking e os grupos recebem uma avaliação dos pontos em que tomaram decisões menos acertadas, para então formularem um novo plano.

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Inaugurado há cerca de um ano e meio, o espaço vem sendo usado para as aulas de empreendedorismo e era um anseio antigo no curso. O coordenador conta que a receptividade dos alunos foi bastante positiva, e que o ambiente foi projetado para quebrar o paradigma da sala de aula tradicional: “Como o trabalho é em grupo, usamos mesas redondas, para que os alunos possam interagir melhor. E tentamos formar equipes multidisciplinares, com estudantes que tenham aptidões diferentes, cada um se responsabiliza por uma das grandes áreas da administração”.

No mês de setembro, o curso teve sua semana acadêmica, durante a qual foi desenvolvido o “$imula Ação”, competição que envolveu alunos da primeira à oitava fase. Nos mesmos moldes das aulas desenvolvidas no CESGE, os estudantes trabalharam em grupo durante as três noites de competição.

Alunos de todas as fases do curso trabalharam juntos na semana acadêmica | Unifebe/Divulgação