Diretor-presidente do Samae de Brusque é exonerado

Segundo governo, Roberto Bolognini pediu o afastamento do cargo

Diretor-presidente do Samae de Brusque é exonerado

Segundo governo, Roberto Bolognini pediu o afastamento do cargo

O diretor-presidente do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto de Brusque (Samae), Roberto Bolognini, não faz mais parte do governo. Segundo a administração, ele pediu exoneração nesta sexta-feira, 11, o que foi aceito pelo prefeito Jonas Paegle.

Segundo informado por membros do primeiro escalão do governo, o prefeito Jonas Paegle confia na capacidade técnica do então diretor-presidente do Samae e em sua experiência na gestão da água no município.

No entanto, o que pesou para que fosse decidida a exoneração foram problemas além da questão técnica.

Um deles, por exemplo, foram as acusações de improbidade administrativa ajuizadas pelo Ministério Público contra Bolognini em 2018, que resultaram inclusive em suspensão de atos praticados por ele.

Outro ponto desfavorável apontado por membros do governo que culminaram em uma “situação insustentável” foram os problemas de relacionamento de Bolognini com funcionários da autarquia, que diversas vezes vieram à tona durante o ano que passou.

Segundo a prefeitura, o pedido de demissão de Bolognini será processado nesta sexta-feira e publicado na próxima edição do Diário Oficial do Município (DOM). Bolognini estava no cargo desde janeiro de 2017.

A prefeitura confirmou que, por enquanto, o até então diretor-geral do Samae, o ex-vereador Dejair Machado, será nomeado diretor-presidente interino da autarquia, até que o governo estude um novo nome para dirigir o Samae.

Relembre
Em dezembro último, o Ministério Público ajuizou ação civil pública por improbidade administrativa contra Bolognini e Renato Zucco, um dos proprietários da Terraplanagem Zucco, por causa de duas ligações supostamente irregulares de água mediante “tratamento especial”.

Anteriormente, em agosto do ano passado, ele foi acusado de nomear um servidor efetivo para a função de confiança de agente de estação de tratamento e realizar pagamento irregular. A nomeação foi feita em 2015 e o servidor recebeu acréscimo de 30% no salário até novembro de 2017, totalizando R$ 20,1 mil em gratificações em dois anos e quatro meses.

Em abril de 2018, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) formada para investigar a ocorrência de suposta burla ao Processo Seletivo Simplificado Edital 001/2017 concluiu que houve irregularidades na contratação de servidor do Samae. O último colocado foi o nomeado para a função de agente de ETA.

À época, Bolognini rebateu a conclusão da CPI, afirmando que o servidor não foi responsável pelo tratamento da água, função para a qual comprovadamente não tinha qualificação necessária.

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