Diretoria do Brusque oficializa pedido de liberação de área para construção de estádio

Presidente do clube entregou ofício à prefeitura demonstrando interesse em ocupar o terreno da Vila Olímpica

Diretoria do Brusque oficializa pedido de liberação de área para construção de estádio

Presidente do clube entregou ofício à prefeitura demonstrando interesse em ocupar o terreno da Vila Olímpica

O presidente do Brusque Futebol Clube, Danilo Rezini, e o presidente do conselho do clube, Célio Francisco de Camargo, protocolaram na tarde de ontem, na Prefeitura de Brusque, um pedido oficial para a liberação da área de 24.727 metros quadrados, reservada ao clube no projeto da Vila Olímpica.

De acordo com Rezini, o Brusque tem interesse na área, localizada na localidade da Volta Grande, bairro Bateas, para a construção do tão sonhado estádio. “Entregamos o ofício requerendo o comodato do terreno para o Brusque. Segundo o projeto, a área já está demarcada, tanto para nós, quanto para as outras entidades. O que queremos é acelerar o processo”, diz.

Rezini afirma que a intenção do clube é que a prefeitura libere a área demarcada prometida ao Brusque FC, e faça, pelo menos, a parte de infraestrutura, como a limpeza e terraplanagem do terreno. “Que a prefeitura faça, pelo menos, a parte básica para que possamos começar a pensar em fazer o projeto em cima daquele terreno para construir o estádio do Brusque”.

Terreno, localizado no Bateas, tem o total de 485.667 m² | Foto: Cristóvão Vieira/Arquivo O Município

O presidente do clube diz que a partir do momento que tiver a documentação do comodato e a limpeza do terreno, engenheiros e arquitetos devem iniciar o projeto. Somente depois do projeto pronto, é que a diretoria buscará recursos para a construção do estádio.

“Com o projeto na mão, vamos buscar recursos com empresas privadas e também órgãos públicos, como o Ministério dos Esportes. Vamos ver os meios legais, fazer promoções do clube, queremos envolver toda a sociedade”.

No início do ano, chegou a ser levantada a hipótese de o Brusque contribuir com a ampliação do estádio Augusto Bauer, onde a equipe manda os jogos hoje, ao invés de construir um novo estádio. Entretanto, a diretoria mudou de ideia e agora aposta no estádio próprio.

“O Brusque tem que ter um local dele pra jogos, tem que pensar no futuro, não pode ficar dependendo dos outros pra jogar. Ter o terreno é o primeiro passo para isso”.


Prefeitura cogita ocupar área com empresas

O projeto da Vila Olímpica, que foi apresentado em 2014, na gestão do ex-prefeito Paulo Eccel, visa concentrar eventos de grande porte e entidades esportivas no terreno que foi desapropriado e pertencia à empresa Souza Cruz, na rua Abraão Souza e Silva (conhecida como Estrada da Fazenda).

De lá para cá, o projeto pouco avançou. Muitas entidades não têm a intenção de transferir seus eventos para lá. Por isso, a Prefeitura de Brusque já pensa em uma alternativa para ocupar aquela área, que tem 485.667 m².

O secretário de Desenvolvimento Econômico, João Beuting, afirma que a prefeitura está conversando com as entidades para ver quem tem interesse em ocupar o terreno. “Já falamos com o Jeep Clube (Fenajeep) e, para eles, interessa ficar onde eles estão hoje, assim como o CTG (rodeio crioulo)”, diz.

De acordo com ele, a prefeitura tem sido procurada por algumas empresas que precisam de uma área grande para se instalarem no município, por isso, há a possibilidade de abrir espaço para que elas construam suas sedes no terreno do Bateas.

“Estamos com duas empresas grandes que querem vir para Brusque, mas que precisam de uma área grande, que hoje não temos na nossa área industrial. Para não perder essas empresas, estamos conversando com as entidades que tiveram a promessa de espaço no terreno para ver se realmente têm interesse”.

Para a prefeitura, é mais vantajoso ocupar a área com empresas | Foto: Cristóvão Vieira/Arquivo O Município

Beuting afirma que o município não tem condições de construir e nem de manter uma Vila Olímpica, por isso, se o terreno fosse transformado em uma nova área industrial, seria mais vantajoso para a prefeitura.

“A gente vê hoje no Brasil as arenas feitas para a Copa, para as Olimpíadas, estão abandonadas. Isso pode acontecer em Brusque, por isso, tenho este entendimento de que seria muito mais útil uma área industrial”.

O secretário destaca, entretanto, que se algumas entidades quiserem utilizar o espaço, a prefeitura pode ceder, como combinado anteriormente, porém, a construção da estrutura necessária não será de responsabilidade da prefeitura.

“Se alguma das entidades desejar pegar uma área e fazer as obras, tudo bem. Mas a prefeitura não vai ter condições de construir nada, hoje não temos condições de dar este privilégio”.

O presidente do Automóvel Kart Clube de Brusque, Aknaton Camargo, afirma que a entidade tem interesse em construir sua pista de kart no Bateas. Ele diz que teve uma conversa informal com o vice-prefeito Ari Vequi onde demonstrou a intenção de transferir a estrutura para lá.

“Para nós seria interessante, mas ainda não fomos procurados oficialmente pela prefeitura para tratar disso”.

Na gestão do ex-prefeito Paulo Eccel, o acordo era que a prefeitura faria toda a parte de asfalto e o Kart Clube entraria com a despesa de mão de obra e infraestrutura dos boxes, jardins.

“Com a gestão atual não conversamos ainda e não sabemos o ponto de vista deles sobre o assunto. Mas a gente sabe que pode angariar recursos em âmbito estadual e federal para viabilizar a construção. Não são coisas fáceis, mas se tiver planejamento, podemos conseguir”.

Beuting afirma que o projeto da Vila Olímpica, como projetado inicialmente, é inviável. “Se hoje temos dificuldade de manter o pavilhão da Fenarreco, imagina uma Vila Olímpica. A prefeitura não tem recursos neste momento para isso”.

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