Divergências políticas fazem PMDB perder espaço no governo

Presidência do partido afirma que diálogo com administração municipal está 'cortado'

Divergências políticas fazem PMDB perder espaço no governo

Presidência do partido afirma que diálogo com administração municipal está 'cortado'

O vereador Guilherme Marchewsky, presidente do diretório municipal do PMDB, disse ao Município Dia a Dia que não há mais conversa entre ele e o prefeito Paulo Eccel, devido às divergências políticas que se formaram desde fevereiro de 2014, quando Marchewsky votou contra um projeto de lei do Executivo, desencadeando uma avalanche de conflitos políticos entre os partidos da base aliada do governo municipal.

Marchewsky minimiza o racha com o prefeito como consequência de desentendimentos internos no partido, e afirma que a relação está “tranquila”. “Só que a partir de agora, o PMDB entende que, para o prefeito, o partido está fora do governo. Quem está no governo é o Celio de Souza [vereador] e alguns de seus indicados”.

Ele afirma que Eccel não quer mais saber de diálogo. “O prefeito não quer falar com o presidente, quer falar apenas com o Celio e alguns de seus indicados, como o Jairo Sens [diretor-presidente do Ibprev], o Kito [Norberto Maestri, secretário municipal de Turismo] e o Manico [Joaquim Costa, vereador licenciado]. Com o presidente, não”.

Ou seja, conforme Marchewsky, todo assunto que o prefeito precisar tratar com o PMDB, será somente por meio do vereador Celio de Souza e “dos que ele considera indicados pelo Celio”. Além disso, diz ele, mesmo sendo presidente do partido, não tem mais poder de indicação junto ao governo municipal. “Quem tem poder de indicação é o Celio”, afirma.

Marchewsky falou, ainda, que o PMDB vai ter que se reestruturar, sem dar mais detalhes. Ele disse que o partido vai continuar sua participação na administração municipal, porém, com menor poder. “O partido vai participar por direito legítimo, por conta da coligação, mas com apenas algumas pessoas, não como o partido inteiro. O PMDB não está no governo, existem pessoas do PMDB que fazem parte do governo, apenas”.

Exonerações
A cota inicial do PMDB era, em 2013, de ocupação de 20 cargos no governo municipal. Atualmente, o partido comanda o parque Zoobotânico, a secretaria de Turismo e o Instituto Brusquense de Previdência (Ibprev). Na semana passada, o presidente do partido informa ter havido exonerações. Hoje, a cota está menor, mas ele não soube precisar, ao certo, quantos são os cargos ainda ocupados pela sigla junto ao governo Paulo Eccel. “Alguns foram exonerados, teve mudanças, foram tiradas algumas diretorias”.

Ex-superintendente do Zoobotânico, Vilson Moresco confirmou ao Município Dia a Dia que sua saída do cargo foi motivada por “ajustes políticos”. Agora, ele ocupa cargo de diretor na secretaria de Obras. No entanto, o comando do parque permaneceu com o PMDB, só que agora com Paulo Roberto Mellão Filho, representante da ala “pró-governo”.

O presidente do PMDB afirma que novos cargos só devem ser cortados ou acrescidos se houver discrepância do voto do vereador Celio de Souza, no Legislativo, em relação à vontade do governo municipal. “Eu vou continuar votando de forma independente”, diz Marchewsky, “mas não vou fazer nenhuma retaliação ao prefeito, vou ter uma posição. Se estivermos de acordo, e eu ver que não há negociata nos projetos, voto tranquilamente”.

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