Documentário sobre a história de Brusque estreia no cinema

Idealizada há cinco anos, Expedições à Cidade Schneeburg fala sobre a cidade em várias perspectivas

Documentário sobre a história de Brusque estreia no cinema

Idealizada há cinco anos, Expedições à Cidade Schneeburg fala sobre a cidade em várias perspectivas

A cidade de Brusque ganha um importante documento para a sua memória. Nesta sexta-feira, às 18h15, no Cine Gracher, estreia o documentário Expedições à Cidade Schneeburg. É um curta-metragem de 31 minutos que conta a história de Brusque sobre vários aspectos, desde a colonização até a greve têxtil, passando também pelo futebol e enchente. A obra ficará em cartaz, diariamente, até dia 19, quinta-feira, sempre no mesmo horário. O ingresso é um brinquedo que será doado para crianças carentes e a contribuição é espontânea. 

O produtor Darlan Serafini foi quem idealizou o projeto há cerca de cinco anos. O documentário tem como coprodutora a Prime Filmes e foi viabilizado com o patrocínio de seis empresas da região. Mais de 300 cópias em DVD devem ser distribuídas para escolas e outras entidades da cidade, como a biblioteca pública. Este é um projeto cultural apoiado pela lei de incentivo fiscal. “Esperamos que lote todas as sessões para que o cinema deixe o documentário mais tempo em cartaz, mas sei que não é sempre assim”, comenta Serafini.  

No final do ano passado, o projeto começou a sair do papel com a contratação de profissionais e a elaboração do roteiro. Doze pessoas participaram diretamente da produção do filme. “Uma coisa bem bacana, é que iremos transmitir o documentário na quinta e na sexta-feira (12 e 13)  de manhã, às 9 e ás 10h, para alunos da 7ª e 8ª séries de escolas municipais”, destaca o produtor. Serafini afirma que o horário de exibição para o público foi escolhido estratégicamente. “Às 18h15 é ótimo. O pessoal que vem do trabalho pode ir para o cinema direto e já estará livre às 18h45”.  

O roteirista do documentário, Saulo Adami, conta que seu trabalho começou em setembro do ano passado. “Escrevi o roteiro em 20 dias. Depois disso começamos a correr atrás dos entrevistados. Alguns não queriam ou não puderam aparecer e tivemos que ir afinando o roteiro”. Apesar dos problemas, o resultado alcançado foi muito bom, afirma Adami. “O roteirista faz o filme na cabeça dele, vê antes que todo mundo. Mas os problemas, pessoas que não se pode entrevistar, lugares que não se consegue ir, acabam mudando o projeto. Neste caso, o resultado final está melhor do que o planejado”.

Adami falou dos entrevistados no documentário e suas contribuições. “Todos eles acrescentaram muita informação importante. Analisamos praticamente todas as publicações sobre Brusque e ainda assim havia coisas novas que eles nos contaram”. O nome da obra é uma alusão ao Barão Maximilian Von Schneeburg. “Foi ele quem trouxe os primeiros 55 imigrantes que colonizaram a região. O Barão trocava cartas com um amigo que perguntava: Como está a cidade de Schneeburg? Se referindo à Brusque, administrada por ele na época”.

O documentário aborda assuntos relacionados a Nova Trento, Vidal Ramos, Guabiruba, Botuverá, Presidente Nereu e Major Gercino, todas cidades que foram desmembradas de Brusque. 
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