Drones brusquenses são usados para fins comerciais

Um deles é utilizado para gravar comerciais e outro para fotografar e filmar eventos, empresas e terrenos

Drones brusquenses são usados para fins comerciais

Um deles é utilizado para gravar comerciais e outro para fotografar e filmar eventos, empresas e terrenos

Criado na década de 70 para fins militares, os drones – aeronaves não tripuladas controladas por controle remoto ou por meio de computadores – estão se popularizando no mundo inteiro nos últimos dois anos. Atualmente, os aparelhos são utilizados de diferentes maneiras: alguns entregam pizzas no Brasil e outros auxiliam na remoção de materiais radioativos no Japão.

Dos três drones registrados em Brusque, dois são utilizados para fins comerciais. A produtora de vídeos institucionais Prime Filmes adquiriu uma aeronave de quatro hélices há um ano e meio. O objetivo era captar imagens aéreas para contribuir com o material institucional dos clientes.

>> Assista as imagens aéreas captadas por drone na Fenajeep

“Nós sentimos necessidade de comprar porque era uma tendência surgindo no mercado. E é uma imagem diferenciada de ângulos mais legais. Há empresas com grandes pavilhões e estrutura física e quando precisamos fazer uma imagem para mostrar a dimensão do lugar não é suficiente com uma câmera gravando do chão. A imagem aérea é ideal para isso”, explica o proprietário da Prime Filmes, Darlan Serafini.

O drone da empresa custou cerca de R$ 8 mil e conta com duas câmeras GoPro – câmera digital compacta com sistema avançado de estabilização da imagem e que pode ser acoplada em diversas estruturas. No momento da aquisição, Darlan também pensou na questão financeira. Para gravar imagens aéreas em um helicóptero, por exemplo, é necessário desembolsar cerca de R$ 3 mil a hora.

“Nosso funcionário levou alguns meses para pilotar com perfeição. No início ele foi para regiões abertas para treinar e com o tempo se adaptou. Pilotar exige muita técnica e cuidado. Tem de se dedicar mesmo, são horas e dias de voos. Mas mesmo assim, com todas essas questões ainda é muito mais em conta ter um drone do que contratar um helicóptero para fazer imagens aéreas”, garante.

Desde a compra da drone, a Prime Filmes já utilizou imagens aéreas em 10 vídeos publicitários. Assim como a empresa de Darlan, o acadêmico do curso de Sistemas de Informação da Unifebe, Brian Gustavo de Souza, também emprega o drone para fins comerciais. Ele mesmo construiu a aeronave durante quatro meses com peças importadas de Hong Kong, de Cingapura e da Rússia. Ao todo, o acadêmico gastou R$ 7 mil.
A construção do drone fez parte do projeto de monografia de Brian. Com foco em monitoramento e gestão, ele utilizou a aeronave para gravar imagens de grandes eventos como a Fenajeep. O acadêmico apoia o uso do drone para fins comerciais e o projeto de conclusão de curso – que antes era um hobby – também virou “grana extra”. Em setembro deste ano, Brian criou o Drone Paradise, serviço de fotografia aérea e cobertura de eventos.

“O uso de drones ajuda a fazer uma grana a mais, tanto para fotos como filmagens. Hoje é possível acompanhar obras de grande escala, monitorar plantações, vigiar presídios entre outras funcionalidades de um helicóptero, mas usando os drones e tendo um custo muito menor. Eu já fiz algumas fotos aéreas de empresas e de terrenos para construção”, afirma.

Regras

Ainda não há no Brasil regras para o uso de drones. No entanto, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deve publicar até o final do ano normas gerais para os voos.

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