Dupla confessa assassinato de casal no bairro Limeira

Geovany Mazzochim Magalhães e Elivelton dos Santos da Silva se apresentaram à Polícia Civil nesta quinta-feira, 16

Dupla confessa assassinato de casal no bairro Limeira

Geovany Mazzochim Magalhães e Elivelton dos Santos da Silva se apresentaram à Polícia Civil nesta quinta-feira, 16

Os assassinos do casal Paulo Cesar Werner, 45 anos, e Tatiane Jaques Gonçalves, 19, confessaram à Polícia Civil o crime, ocorrido na madrugada de 8 de janeiro, no bairro Limeira.

Geovany Mazzochim Magalhães, conhecido como Pinscher e Elivelton dos Santos da Silva, se apresentaram na tarde desta quinta-feira, 16, ao delegado da Divisão de Investigação Criminal (DIC), Alex Bonfim Reis, acompanhados dos advogados.

Em depoimento, Magalhães informou que a motivação do crime são desentendimentos entre o casal morto, sua esposa e familiares. Werner e Tatiane eram conhecidos no bairro pela prática de delitos e, um dia antes do crime, os dois teriam ameaçado e tentado furtar objetos na casa de Magalhães durante sua ausência.

“Por estar embriagado, como disse Geovany, ele se descontrolou, alugou duas armas calibre 32 e chamou Elivelton para ajudar a cometer o crime”, conta o delegado.

Na madrugada do crime, a dupla saiu do loteamento Dom Nelson pela rua Frederico Francisco Hoefelmann, passou pelo ribeirão e saiu na rua Florentino Gilli, onde encontrou o casal. Antes da execução do crime, ainda houve uma luta corporal. Magalhães abordou e executou Tatiane, enquanto Silva perseguiu e matou Werner.

Com a apresentação dos dois, o caso fica completamente esclarecido. Para o delegado, a ajuda da população com informações e a contribuição dos advogados foi fundamental para a solução do crime. “A atitude dos advogados foi louvável após o acordo firmado entre nós para a apresentação com a confissão e explicação dos fatos”.

Liberdade garantida
Magalhães e Silva não ficaram presos por terem se apresentado espontaneamente e confessado o crime. Porém, eles responderão pelo crime de duplo homicídio. “De forma alguma é um contra-senso ou ofensa à Justiça o fato deles permanecerem em liberdade”, afirma Reis.

A advogada Tina Ariana Hartke Knihs conta que a esposa de Magalhães foi quem a procurou para falar do crime. Porém, inicialmente, houve pouca conversa com o homem, o qual não havia, até então, confessado o homicídio. Após uma operação da polícia na residência do casal, Magalhães resolveu se apresentar, após conversar o crime aos advogados.

“Em conversa com ele vimos que a melhor opção seria se apresentar. E ao falar com o delegado, ele nos disse que sabia do outro envolvido. Então negociamos a apresentação dos dois e hoje eles esclareceram o ocorrido”, relata.

O trabalho dos advogados de defesa será baseado na confissão dos dois e, segundo Tina, com a liberdade dos clientes, ganharão mais tempo. “A confissão deles é importante para que consigamos amenizar a condenação e pena”, informa.

Prisão de um suspeito
No primeiro dia de fevereiro, uma megaoperação entre as polícias Civil e Militar resultou na prisão de Lucas Rodrigues da Silva, 26 anos, conhecido como Cascavel. Inicialmente, ele era o suspeito de matar o casal a mando de Magalhães. A operação ocorreu no loteamento Dom Nelson, no bairro Limeira, em que os suspeitos, Silva e Magalhães, eram vizinhos.

Durante a operação, foram cumpridos além dos mandados de prisão temporária, os de busca domiciliar em seis residências, sendo que em uma delas foram encontradas 23 porções de cocaína e uma arma que, supostamente, teria sido utilizada no crime, um instrumento conhecido como soco inglês.

O delegado conta que o laudo pericial apontava que uma das vítimas, Paulo Cesar Werner, havia sido morta por um golpe de soco inglês, além do disparo de arma de fogo. Porém, durante a confissão, Magalhães explicou que antes da execução do crime, houve uma briga corporal em que ele deu alguns golpes com a própria arma na cabeça do homem.

“No dia da operação, coincidentemente, encontramos na casa de Cascavel o soco inglês, mas um novo laudo mostra que não há marcas de sangue nele”, diz.

Após a operação, as investigações tomaram um novo rumo e mostraram que Cascavel não tinha nada a ver com o homicídio. Ele que havia sido preso temporariamente teve a prisão revogada e deverá responder agora por tráfico de drogas.

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