Greve dos caminhoneiros: entidades avaliam risco de adesão em Santa Catarina
Setor vê falhas na convocação e alerta para riscos legais a participantes
A greve anunciada pela União Brasileira dos Caminhoneiros (UBC) para quinta-feira, 4, pode ter repercussões no Sul de Santa Catarina, mas líderes do setor local acreditam que a adesão deve ser limitada.
A participação de motoristas autônomos da região do Vale do Araranguá, por exemplo, dependerá do movimento em andamento no Sudeste do país.
O ato foi registrado na terça-feira, 2. De acordo com Chicão Caminhoneiro, representante da UBC, a proposta foi construída coletivamente e busca reunir demandas de toda a categoria.
Entre as reivindicações estão a atualização do piso mínimo do frete, a isenção de pesagem entre eixos, o congelamento por 12 meses das dívidas de caminhoneiros autônomos e a revisão do Marco Regulatório do Transporte de Cargas.
A mobilização recebeu apoio do desembargador aposentado Sebastião Coelho, conhecido por sua defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Coelho ganhou destaque nas redes sociais após ser detido brevemente durante o julgamento que analisou denúncias de tentativa de golpe de Estado envolvendo Bolsonaro e outros investigados no Supremo Tribunal Federal.
O que dizem as entidades
O presidente da Associação Catarinense dos Transportadores Rodoviários de Carga, Janderson Maçaneiro, afirmou em vídeo que a greve não respeitou os procedimentos exigidos pelas representações formais do setor, o que pode torná-la ilegal.
Ele alertou que os caminhoneiros que participarem do movimento não devem se identificar como profissionais da categoria, sob risco de futuras responsabilizações.
A Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina reforçou que “respeita o direito constitucional à liberdade de expressão e manifestação”, mas considerou que uma paralisação neste momento teria impactos negativos para a economia, a sociedade e as próprias empresas do setor.
A entidade defendeu que o diálogo contínuo e responsável continua sendo a melhor alternativa para buscar soluções.
A Associação Nacional das Empresas de Transporte de Cargas informou que acompanha o cenário, mas aguarda os desdobramentos da paralisação antes de se manifestar.
A NTC&Logística, que reúne empresas e sindicatos de transporte de cargas em todo o país, mantém posição similar, observando a situação e mantendo conversas internas com as entidades associadas.
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