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Bastidores da política e do Judiciário, opiniões sobre os acontecimentos da cidade e vigilância à aplicação do dinheiro público

Editorial: Brusque na mídia nacional

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Bastidores da política e do Judiciário, opiniões sobre os acontecimentos da cidade e vigilância à aplicação do dinheiro público

Editorial: Brusque na mídia nacional

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No fim de semana Brusque esteve nos holofotes da mídia nacional. Na sexta feira, 15, um dos blocos do Globo Repórter falou sobre o bom índice de segurança que temos na cidade e no domingo o Programa Silvio Santos, do SBT, trouxe ao palco a família de Luciano Hang da icônica Havan.

Ambos os casos mostraram o lado bom da cidade, falando de suas virtudes no trabalho, na educação, no bom Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e longevidade. O repórter Ricardo Von Dorff ilustrou muito bem a matéria ao fazer analogia entre a teia que tece o tecido e a teia social que liga os pontos e forma a cultura de uma sociedade.

O programa identificou Brusque como “a cidade da paz”, porque entre os municípios com mais de 100 mil habitantes tem a menor taxa de mortes violentas do país. Tal posição quebra o paradigma de que segurança é feita somente com as forças policiais.

Recentemente o coronel Moacir Gomes Ribeiro, ex-comandante da Polícia Militar de Brusque, afirmou que temos um policial para cada 1,4 mil habitantes. Este índice é muito pior que a média de Santa Catarina, que em 2015 era de um policial para 597 habitantes, acima ainda da média nacional, que no mesmo ano era de um para 473.

Sendo assim, chegamos à conclusão de que mesmo tendo muito menos policiais do que a média estadual e nacional, temos uma cidade segura. É claro que a nossa polícia tem seus méritos, mas também é claro que muitos outros fatores pesam para chegarmos a este patamar.

A Brusque que conhecemos e que tem atraído a atenção da mídia nacional ainda pode ser muita pauta e modelo para nosso país, principalmente se o estado fizer a parte dele, ou ao menos não atrapalhar

Como já falamos inúmeras vezes aqui no jornal, a cidade tem uma forte vocação para o trabalho que gera renda e oportunidades. É um povo exigente, que quer oferecer o melhor. É também um povo participativo, que se envolve em causas voluntárias e associativas, inclusive junto às forças policiais, o que dá o arremate final a esta costura.

E se quisermos ampliar o debate sobre este fortalecimento de nossa sociedade, podemos utilizar dois exemplos de iniciativas anunciadas aqui esta semana: a evolução do Instituto Bom Samaritano e realização da Fenajeep.

O primeiro surgiu dentro do Grupo de Proteção da Infância e Adolescência (Grupia) e pretende ser uma entidade que pode funcionar como um grande guarda-chuva de projetos sociais, preenchendo lacunas deixadas pelo poder público.

Assim, pessoas que estão em situação de vulnerabilidade podem ser encaminhadas e assistidas, dando oportunidades e dignidade a elas e evitando que engrossem as estatísticas de criminalidade.

Na outra ponta a Fenajeep, que por meio de sua abnegada entidade promove o maior evento de off-road da América Latina, levando o nome de Brusque muito além de nossas fronteiras e atraindo público para nossa cidade.

No caminho sempre surgem obstáculos e ameaças a este cenário, como aconteceu também nesta semana com o questionamento da legalidade do Fumpom e do Funrebom. Estes fundos são modelos de aplicação de recursos para equipar nossa polícia e bombeiros, tornando estas forças mais eficientes. Assim, até o que é bom e funciona o estado tem a vocação para mexer e piorar.

Mesmo contra a maré, Brusque vai caminhando, com uma polícia menor atuando em nossa segurança, mas muito mais eficiente e engajada. Com a família Havan falando de seus planos de abrir mais lojas no programa dominical do Silvio Santos, dando uma demonstração da força de nossa economia.

Com o projeto Bom Samaritano evoluindo e fortalecendo ainda mais a teia comunitária e social. Com a festa da Fenajeep, que mostra a organização e alegria em nossas festas e eventos.

Assim é a Brusque que conhecemos e que tem atraído a atenção da mídia nacional pelo seu jeito de ser e viver, e que ainda pode ser muita pauta e modelo para nosso país, principalmente se o estado fizer a parte dele, ou ao menos não atrapalhar.

 

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