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“O bolão está morrendo”: professora aposentada busca renovação do esporte com aulas para jovens em Brusque

Maria Elena Albani Dalago, de 77 anos, afirma que modalidade está encolhendo no município

A aula de Educação Física dos estudantes da 2ª série da Escola de Educação Básica Feliciano Pires foi na pista de bolão do Clube de Caça e Tiro Araújo Brusque. Na semana passada, duas turmas, formadas por cerca de 50 alunos, tiveram a oportunidade de aprender um pouco mais sobre a modalidade e mostrar seus talentos no esporte que já foi bastante popular em Brusque, mas hoje enfrenta dificuldades de renovação.

O convite para a visita dos alunos à pista de bolão do clube foi feito pela sócia, Maria Elena Albani Dalago, 77 anos. Professora de educação física aposentada, ela pratica a modalidade há 27 anos, e está preocupada com o futuro do esporte em Brusque.

"O bolão já foi um esporte muito famoso aqui na cidade, antigamente, muitas pessoas jogavam, mas hoje sinto que o bolão está morrendo porque não há uma renovação, as pessoas que jogam já não têm mais capacidade física, e muitos jovens nem sabem o que é a modalidade, por isso tive a ideia de trazer os alunos para o clube para eles entenderem um pouco sobre o esporte", diz.

Bárbara Sales/Ideia Comunicação

Maria Elena fez o convite ao professor de Educação Física da Escola Feliciano Pires, Lucas Barbosa, que prontamente aceitou e organizou a visita dos estudantes. A maioria dos jovens não conhecia a modalidade, mas após a breve explicação da jogadora sobre como funciona o bolão, logo se arriscaram na pista. Muitos, inclusive, se saíram bem, conseguindo a façanha de derrubar os nove pinos, concluindo o objetivo do jogo.

O professor destaca que a ideia é que com a aula que tiveram durante a visita ao Caça e Tiro, os jovens se interessem pela prática e, quem sabe, formem novos grupos de bolão.

"A professora Maria Elena quer reerguer o bolão na cidade e estamos felizes em poder ajudar. Conversei com os alunos antes de vir para o clube e poucos conheciam o bolão, apenas o boliche, que é semelhante, mas hoje vimos todas as diferenças entre os dois esportes. Praticando, todos os alunos gostaram muito. Espero que eles queiram continuar jogando", diz.

Bárbara Sales/Ideia Comunicação

Experiência aprovada


Os alunos iniciaram tímidos. No começo, poucos tomaram a iniciativa de ir para a pista após o convite da anfitriã. Mas logo que as primeiras bolas atingiram os pinos, os adolescentes começaram a se animar e, rapidamente, uma grande fila se formou. Todos queriam ter a oportunidade de experimentar a pista de bolão do Caça e Tiro.

Aluna da 2ª série 2, Ana Júlia Tambosi, 16 anos, foi uma das jogadoras. Ela conta que, antes da visita, não conhecia o bolão. "Eu achava que o bolão era algo parecido com o bingo. Quando cheguei e vi que não era, fiquei incrédula. Gostei muito de jogar, a experiência foi divertida. Passamos uma manhã diferente, só tenho que agradecer pelo convite".

O aluno Vinicius Souza Sapelli, 17 anos, da 2ª série 3, também não conhecia o bolão e aprovou a experiência. "Eu já conhecia o Caça e Tiro, já frequentei alguns eventos, mas não conhecia a parte dos esportes e não fazia ideia do que era o bolão. É bem parecido com o boliche, que já joguei algumas vezes. Achei a experiência muito legal, gostaria de fazer mais vezes".

Já Henrique Dias Milani, 17 anos, já teve contato com o bolão anteriormente, quando morava com a família em Herval do Oeste (SC). "Meu pai tinha um clube em Herval do Oeste, que tinha a pista de bolão, e joguei algumas vezes lá. Para mim, a visita foi bem nostálgica, porque lembrei daquela época. Só achei as bolas daqui um pouco diferentes. A pista automatizada também foi bem interessante. valeu super a pena participar da visita".

Bárbara Sales/Ideia Comunicação

Novas visitas no futuro


Com a experiência positiva, Maria Elena pretende organizar a visita de outras escolas da cidade para que mais jovens conheçam e se interessem pelo bolão.

"Os clubes da nossa cidade sempre foram muito fortes no bolão, mas com o tempo parou. Aqui no Caça e Tiro tem apenas um grupo. Eu não gostaria de ver o bolão morrer tão cedo assim, por isso organizei essa visita, para tentar incentivar, e quero organizar outras. Os alunos do Feliciano Pires gostaram muito, ficaram eufóricos com a oportunidade de jogar e quero proporcionar para outros estudantes também".

Além da aula na pista de bolão, os jovens tiveram a oportunidade de conhecer a cancha de bocha do clube e também praticar a modalidade.
O Clube de Caça e Tiro Araújo Brusque está aberto a receber novos grupos de bolão. Os interessados, podem entrar em contato com a secretaria do clube, pelo telefone: (47) 3396-6871.

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