Projeto de inclusão e acessibilidade de Brusque ganha prêmio estadual de inovação
Projeto "Cubito: tecnologia que inclui" ficou em terceiro lugar na categoria produtos e serviços
O projeto Cubito: tecnologia que inclui, que atua dentro de 24 escolas fundamentais do município de Brusque, conquistou o terceiro lugar na categoria produtos e serviços da oitava edição do Prêmio da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) de Inovação. A premiação ocorreu nesta terça-feira, 25.
O projeto desenvolveu um brinquedo inclusivo, inspirado no cubo de Rubik, conhecido como cubo mágico, com o adicional de tecnologia e uso de bluetooth, para promover a acessibilidade e inclusão de crianças com deficiência ou comprometimento motor. Ele faz parte da pesquisa de mestrado da professora Érica Garcia Silveira Gonçalves, de 41 anos, natural do Rio de Janeiro, que mora há oito anos em Brusque.
A professora Érica começou a desenvolver o Cubito em 2023, dentro da equipe LIRE da Secretaria Municipal de Educação de Brusque, como uma expansão dentro de outro projeto chamado Magicubo, de 2021, que também utiliza o cubo mágico para desenvolver habilidades cognitivas e socioemocionais em estudantes do ensino fundamental.
Segundo o professor Alejandro Rafael Garcia Ramirez, orientador na pesquisa do mestrado de Érica, “o impacto principal é o que o produto gera”, já que se trata de um brinquedo que qualquer criança pode utilizar. "O brinquedo se adapta à criança e não a criança ao brinquedo", complementa.
Agora, o objetivo do projeto é ser utilizado dentro da fisioterapia infantil e englobar também neurodivergentes, incluindo-os coletivamente dentro das salas de aula, em jogos e desafios cognitivos.
Além da professora Érica e do professor Garcia, a equipe por trás do projeto Magicubo também inclui a professora Fabiana Coronel, de 41 anos, e o aluno Erik Garcia, de 19.
Em seu primeiro protótipo, o Cubito era feito de isopor, EVA, fios e cola quente, entretanto, ele já está em seu terceiro protótipo, elaborado de forma mais eficiente, com a priorização de sustentabilidade, criatividade e o uso de materiais acessíveis, além do uso de tecnologia brasileira na construção do software. Érica comenta que isso permite que mais escolas possam utilizar o Cubito nas salas de aula.
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