Sérgio Sebold

Economista e professor independente - sergiosebold@omunicipio.com.br

Efeitos do caos moral na Europa

Sérgio Sebold

Economista e professor independente - sergiosebold@omunicipio.com.br

Efeitos do caos moral na Europa

Sérgio Sebold

Quem visita a cidade de Toledo verá uma sinagoga dentro do pátio de um mosteiro Cristão medieval. O convívio cristão com as minorias religiosas, muçulmanas e judias era em clima de tolerância, durante grande período da idade média. Mas, o crescimento populacional dos muçulmanos, chegou ao ponto de desafiar a civilização cristã depois de dois mil anos de domínio.

A descoberta da América foi uma surpresa, pela existência de seres humanos da mesma espécie europeia e outras partes do mundo conhecido; cultural e tecnologicamente atrasados aos descobridores. Diante desta “descoberta” o catolicismo logo se apressou para catequizá-los, não só em termos de fé, mas de se atualizarem civilizatoriamente. O ambiente fortemente cristianizado da Europa, com recursos humanos de pessoas consagradas, permitiu que os novos colonizadores levassem na retaguarda padres missionários para que os autóctones fossem batizados na fé, condição imposta pelos novos conquistadores Espanhóis e Portugueses. Hoje toda a América é cristã. Se assim não o fosse talvez tivéssemos aqui outras confissões dominantes, muçulmanas, hinduístas…

Curiosamente, o progresso proporcionado pela disciplina religiosa da Europa, contaminou a política neste período, permitindo por outro lado, apesar de guerras arrasadoras, um progresso material sem precedente na segunda metade do século passado. A partir disso se percebeu uma derrocada de fé, pela força da abundância e do progresso material. As vocações religiosas despencaram que hoje faltam religiosos, para atender toda a demanda do pouco que resta de religiosidade cristã. A falta de padres obrigou a diocese de Paris, importar 1800 deles de outras partes do mundo, principalmente da América, consequência do materialismo, pregado pelos comunistas franceses nos últimos 50 anos. O laicismo, difundido ferozmente por aqueles grupos, atingiu as escolas básicas, criando toda uma geração avessa a qualquer tipo de religião. Numa operação de “guerra”, dominado pelo espírito laiscista e do chamado “politicamente correto” foram retirado os crucifixos nas cortes de justiça e demais departamentos de Estado, gerando um imenso cemitério de cruzes ao redor das grandes cidades, principalmente francesas, italianas e espanholas.

Este fenômeno está se esboçando no Brasil com o advento do PT no cenário político; país ligado na orgia carnavalesca, historicamente pouco dada à disciplina e ao trabalho, entupido por programas de erotismo e pornografia, com objetivo de destruir a família, assim será facil a acreditar nas teses do laicismo.

“Sem a moral cristã, sem seus ensinamentos éticos, vindos dos Dez Mandamentos, não é de estranhar a roubalheira epidêmica, tão bem representada pela classe política. Afinal, somos cristãos ou muçulmanos? De que lado ficamos? Questiona Ronaldo Rego comentarista do Face.

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