Eleições 2016: Entrevista com o pré-candidato a prefeito de Brusque, Osvaldo Quirino de Souza

"Não adianta ficar de braço cruzado", diz Souza

Eleições 2016: Entrevista com o pré-candidato a prefeito de Brusque, Osvaldo Quirino de Souza

"Não adianta ficar de braço cruzado", diz Souza

O médico Osvaldo Quirino de Souza já concorreu à prefeitura em 2008, naquela época pelo PMDB, e ficou em terceiro lugar na disputa. Neste ano, seu nome volta a ser cogitado para participar do processo eleitoral de Brusque, desta vez pelo PSC. Nesta entrevista, ele fala de sua visão do atual cenário político municipal e temas de campanha.

Município Dia a Dia: Por que quer ser prefeito?
Osvaldo Quirino de Souza: Já tenho uma atuação política aos longo dos anos, associada ao meu trabalho, e também porque acredito que diante da situação política é preciso passar de uma atitude mais passiva para uma mais ativa, no sentido de colocar em prática certas medidas para que você possa de fato participar do processo de mudança da sociedade. Não adianta ficar de braço cruzado, calado, criticando e não participar do processo. Diante do cenário, coloquei o nome à disposição do partido, para que pudesse disputar um cargo eletivo. A gente vê que alguns setores precisam de algum tipo de atenção, e que muitas vezes não são prioridade para muitos governantes. Com uma participação mais ativa, poderemos implementar o nosso projeto de governo.


Município: Qual o principal problema da cidade hoje?
Souza: Uma administração é muito dinâmica, dentro de uma cidade do porte como a nossa existem diversas prioridades. Depois de estar a par tem que avaliar o que é mais importante. Particularmente eu vejo que na área da Saúde e da Educação precisa haver outro tipo de abordagem. Acho que o setor de infraestrutura e de obras é muito importante, todos eles precisam de pessoas capazes para tocar, mas eu focaria mais na Educação e na Saúde. Na infraestrutura, se nós conseguíssemos manter o que tem, já seria mais do que suficiente. Por exemplo, uma cidade como a nossa já poderia ter os sistemas de alta complexidade em várias áreas, que ainda dependemos de outras cidades e estados. Hoje ela pode resolver todas as demandas aqui dentro.


Município: O que acha da administração Roberto Prudêncio?
Souza: Ele tem tentado fazer o que pode, dentro da dificuldade com a qual ele assumiu. Até tomar pé de uma situação, poder controlar a máquina pública, vai ter dificuldades de governar, fazer sua base de sustentação no Legislativo. É uma situação bem complexa, qualquer um que pegasse a prefeitura numa situação dessas teria bastante dificuldade. Pelo que eu vejo, ele tem procurado fazer um governo transparente, bastante claro, tem boa vontade e tem dado satisfações à sociedade.


“Num sistema de governos de coalizão, que tem que ter sustentação do Legislativo, muitas vezes é difícil ter uma máquina pequena, mas acho que essa iniciativa tem que ser tentada”


Município: Como o senhor vê a ideia de reduzir o número de secretarias?
Souza: Isso me parece que é uma tendência dos governos, em virtude da crise econômica. Vejo como algo produtivo e factível, que realmente pode ser implementado sem causar prejuízo a população. Quanto mais economia, melhor. Eu sou um liberal neste aspecto, defendo sempre o estado mínimo, menor possível, com menos ingerência possível na vida das pessoas. O estado tem que fomentar e dar suporte às iniciativas e nas áreas básicas. Não precisa ter uma estrutura gigantesca. Entendo que num sistema de governos de coalizão, que tem que ter sustentação do Legislativo, muitas vezes é difícil ter uma máquina pequena, mas acho que essa iniciativa tem que ser tentada.


Município: Como governar sem ficar refém dos partidos?
Souza: O nosso sistema de governo, hoje, quase que coloca o chefe do Executivo como refém dos partidos políticos, e hoje também do Judiciário, a política está muito judicializada. É bem complicado, mas existe alguns pressupostos. Um chefe do poder Executivo eleito pela grande maioria tem um poder maior, isso tem que ter um peso perante os partidos políticos. Se não conseguir colocar a maioria dos vereadores, vai ter que fazer composição, que é mais fácil se vier respaldado pelo apoio maciço da população. A única maneira que vejo é governar junto à população, ela tem que ser participativa, é a única maneira de não ficar refém dos partidos. Muitas vezes essa pressão dos partidos por cargos e verbas é muito grande, e muitas vezes faz parte do jogo político fazer esse tipo de concessão. Podemos discutir se é certo ou errado, mas está nas vistas de todo mundo que isso é uma prática habitual no meio político.


Município: Detalhe alguma de suas propostas de campanha?
Souza: Se a gente chegar a lançar de fato a candidatura, estamos elaborando o nosso plano de governo. Teremos um instituto de planejamento em Brusque para fazer um governo colegiado, com representação de todos os segmentos da sociedade. Em todas as decisões importantes de governo eles seriam ouvidos, os setores do meio empresarial, serviços, comércio, educação. Uma gestão consensual com apoio da população, focada na área da Saúde e Educação. Para a Educação a proposta seria implementar escolas de período integral na cidade, onde o aluno entra pela manhã, e fica o dia todo. Na parte da Saúde, minha ideia é trazer para Brusque o setor de cirurgia cardíaca, para centralizar parte dos serviços do estado aqui, regionalizar nosso Hospital Azambuja para conseguir mais recursos, e trazer os tratamentos que são feitos fora do domicílio, como a quimioterapia; e implantar os serviços de alta complexidade em ortopedia, cirurgia vascular, urologia, neurocirurgia e cirurgias reparadoras, que hoje é o que leva um grande volume de pacientes nossos a fazer tratamento fora do domicílio.

 

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