Em 1993, Brusque recebeu o Vasco para amistoso após conquista do Catarinense

Partida foi realizada no estádio Augusto Bauer; no elenco do Cruz-Maltino estavam o centroavante Valdir Bigode e o meio-campo Leonardo

Em 1993, Brusque recebeu o Vasco para amistoso após conquista do Catarinense

Partida foi realizada no estádio Augusto Bauer; no elenco do Cruz-Maltino estavam o centroavante Valdir Bigode e o meio-campo Leonardo

Com a moral de ter sido campeão catarinense em 1992, o Brusque recebeu, em 3 fevereiro de 1993, o Vasco da Gama para o “jogo das faixas”. No elenco do Cruz-Maltino estavam o centroavante Valdir Bigode e o meio-campo Leonardo, entre outras figuras conhecidas.

O Brusque acabou derrotado por 2 a 1 no jogo festivo, dentro de um Augusto Bauer completamente lotado. Mas as lembranças daquela partida histórica permanecem vivas na memória de quem estava dentro de campo.

O ex-jogador Edemar Luiz Aléssio, o Palmito, conta que a expectativa para o amistoso era grande porque o Brusque vivia o ápice de sua história. Pouco tempo antes, em dezembro de 1992, a equipe havia vencido o Avaí e se sagrado campeã estadual.

Ele era um dos grandes nomes daquele time, que tinha ainda outros jogadores conhecidos, como o zagueiro Solis Queiroz Duarte. Os dois ainda vivem em Brusque e relembram como foi a partida e o que a cercou.

Grande expectativa

Campeão estadual e com um esquadrão que metia medo, o Brusque recebeu o Vasco no Augusto Bauer com a pretensão de sair vitorioso. O tamanho e a tradição do Gigante da Colina não intimidavam o elenco.

“Teve muita expectativa para a cidade”, conta Palmito. “O Vasco era um grande time e tinha muita torcida na região”. Esse fatores fizeram com que a torcida lotasse o estádio em busca de uma vitória quadricolor.

O zagueiro Solis já era rodado quando desembarcou em Brusque, em 1992. Ele lembra bem do jogo das faixas. “Lotou o estádio, e foi a primeira vez do Vasco em Brusque, por isso a expectativa foi grande”.

A torcida nas arquibancadas do Augusto Bauer era composta por muitos vascaínos. Segundo Palmito, havia muita torcida do clube carioca na região, mas o estádio estava dividido. Já Solis lembra que havia mais vascaínos, apesar de a maioria ser brusquense.

O Vasco de 1993 era um grande time e tinha em seu elenco o centroavante e goleador Valdir Bigode. “O jogo foi uma oportunidade para a torcida de Brusque ver o Valdir Bigode em seu auge”, diz Solis.

Recorte do jornal que reportou a vitória vascaína em Brusque / Foto: Reprodução
Recorte do jornal que reportou a vitória vascaína em Brusque / Foto: Reprodução

Jogo duro

Vasco e Brusque fizeram um jogo parelho, segundo a crônica do jogo divulgada no jornal O Município. O gramado estava ruim porque havia chovido muito durante a tarde, poucas horas antes do apito inicial.

“Foi um grande jogo, bem disputado”, conta Palmito. Ele deu o cruzamento para Maurílio escorar, de cabeça, para a rede do goleiro Carlos Germano e empatar, no segundo tempo.

Àquela altura, o Vasco já vencia por 2 a 0, sendo o primeiro gol do matador Valdir Bigode. O outro tento foi anotado por Leonardo, o mesmo da Copa do Mundo de 1994 pelo Brasil. Após o gol de Maurílio, não houve mais redes balançando e a partida terminou 2 a 1.

Solis diz que, apesar da derrota, o jogo foi bastante parelho. O Brusque teve chance de empatar e meteu bola na trave. Na visão dele, 2 a 2 teria retratado melhor o que foi aquele jogo. “Tínhamos vários jogadores experientes, já tínhamos jogado contra eles”, afirma o zagueiro, hoje aposentado, mas ainda morando em Brusque.

Solis, assim como Palmito, já havia jogado em outros clubes de Santa Catarina e de outros estados. Por isso já tinha atuado contra o Vasco e outros grandes clubes. A experiência, no entanto, não conseguiu parar a máquina vascaína.

Aquele time do Vasco havia acabado de sagrar-se campeão carioca em 1992. Ele ainda ergueria as taças de 1993 e 1994, com isso sendo tricampeão do estadual do Rio de Janeiro.


Internacional fez “jogo secreto”

Em 30 de junho de 2001, o Internacional também veio a Brusque. Porém, o confronto teve um clima de “jogo secreto”, como escreveu à época o colunista Rodrigo Santos no jornal O Município. Apenas uma centena de pessoas acompanharam a partida no estádio Augusto Bauer, pois os portões estavam fechados.

O Inter contava com nomes conhecidos e era treinado por Carlos Alberto Parreira. O Colorado enfrentou o Brusque e depois o Tiradentes e o Criciúma, em um tour por Santa Catarina. Contra o Brusque, por ser jogo-treino, não houve grande repercussão à época.

Segundo registro do jornal da época, o Colorado venceu por 2 a 0. O Brusque usou o amistoso como preparação para disputa, no segundo semestre, da segunda divisão do Campeonato Catarinense.

Depois do Inter e antes da Segundona, o Brusque recebeu, no Augusto Bauer, ainda, o Juventude, que se preparava para jogar a Série A do Brasileirão.

Foto: Reprodução
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