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Em ano de Copa, comércio brusquense tem grandes expectativas com a venda de televisores

Conforme pesquisa da consultoria GfK, volume de aparelhos vendidos no Brasil terá aumento de 22% no ano

Em ano de Copa, comércio brusquense tem grandes expectativas com a venda de televisores

Conforme pesquisa da consultoria GfK, volume de aparelhos vendidos no Brasil terá aumento de 22% no ano

Faltando menos de três meses para a Copa do Mundo, o comércio se prepara para um aumento significativo da venda de televisores neste período: de acordo com pesquisa da consultoria GfK, a competição de futebol mais importante do planeta deverá contribuir para uma alta de 22% no volume aparelhos vendidos no Brasil em 2018. Junto ao fator futebol, existe a transição do sinal analógico de televisão para o digital, que deverá complementar o impulso no comércio.

Em Brusque, a expectativa é otimista com o resultado da pesquisa. A gerente do Magazine Luíza do Centro, Bruna Rosa, conta que há semanas a loja chegou a esgotar o estoque de TVs de 50 polegadas e, ainda assim, teve vendas por encomenda.

Entre os modelos em destaque, Bruna indica os televisores da Samsung em 4K, com resolução de 4000×2000 pixels, superior à de 1080p, a chamada fullHD. A Copa do Mundo de 2018 será a primeira a ter partidas transmitidas com esta qualidade de imagem.

Em 2014, a gerente era vendedora em uma unidade de Guaíba (RS) e recorda do tumulto que havia na semana anterior ao início da competição. “Era uma loucura, não havia TV o suficiente para todo mundo. Foi um ótimo movimento, havia o diferencial de a Copa ser no Brasil, mas a expectativa para 2018 é das melhores.”

“Desde uma SmartTV de 32 polegadas por R$ 999 até a de 55, que também é muito procurada, a R$ 3.599, existe muita procura. Também damos mais facilidades, com pagamentos em 18 e 24 vezes”, explica. No entanto, ela admite a perda de mercado das televisões de 32 polegadas, que estão sendo compradas por quem quer apenas adotar o sinal digital sem outras funções.

“Na última Copa, o televisor de 32 era bem vendido. Hoje, está fora de mercado, não há expectativa de venda. Vendo eletrodomésticos há 20 anos, e antes uma super TV era a de 29 polegadas, para a sala, e uma básica de 14 ou 16 ficava nos quartos ou na cozinha”, conta Renan Silva, gerente da Schumann.

Silva avalia que os menores tamanhos dentre os modelos mais procurados são 40 e 43 polegadas, e que o tamanho máximo é o de 55. A partir das 55 polegadas, os modelos começam a encarecer, passando dos R$ 4 mil. “Mas, entre os aparelhos de 40 e 55, é possível que as vendas dobrem ou até tripliquem em relação a anos anteriores”, estima.

O gerente pontua também a diferença no consumo de televisão hoje, que se assemelha com o celular. São dois produtos dos quais as funções primárias (assistir à televisão e falar ao telefone, respectivamente) se tornaram secundários, ou apenas mais uma função frente a diversas outras.

“Hoje a pessoa que compra não diz mais que é pra ver a novela dela, como era lá em 1998, quando comecei a vender. Hoje, você compartilha a tela do computador, do celular, com o televisor, e não utiliza tanto a TV aberta, mas sim o YouTube, o Netflix, um aplicativo de streaming de algum canal.”

“Muitas vezes a SmartTV já proporciona uma quantidade de canais e aplicativos que torna inviável ou redundante uma TV por assinatura convencional. Mas muitas pessoas às vezes nem querem uma SmartTV, por entenderem que não precisam ou que não irão se adaptar”, explica o gerente da Berlanda do Centro, Marcos Neto.

Para Neto, há uma diferença na divulgação entre a Copa do Mundo realizada no Brasil e a Copa do Mundo que será disputada na Rússia. Se no começo de 2014 a publicidade já estava muito forte, em 2018 o comércio tem aguardado para lançar suas campanhas semanas antes da competição.

“Faltando quase três meses, eu acredito que nós iremos começar a lançar as campanhas no final de abril, início de maio. Emenda com o Dia das Mães, é um mês que chama as pessoas pras lojas”, comenta o gerente, que espera um aumento de 30% nas vendas de televisores durante a “época” de Copa do Mundo.

 

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