Em greve, funcionárias do HEM relatam dificuldades financeiras

Trabalhadores iniciaram greve para pedir pagamento de salários

Em greve, funcionárias do HEM relatam dificuldades financeiras

Trabalhadores iniciaram greve para pedir pagamento de salários

Os trabalhadores do Hospital e Maternidade de Brusque (HEM) entraram em greve nesta terça-feira, 21, às 7h. Segundo o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde de Blumenau e Região, 95% dos funcionários aderiram ao movimento.

Os empregados reivindicam o pagamentos salários de dezembro, janeiro e fevereiro, além de 13º e férias. A situação financeira de muitos é complicada, afirma a auxiliar de enfermagem Noeli Severino, que trabalha na Maternidade há 26 anos, no berçário.

Noeli já se aposentou, mas continua a trabalhar. Afirma que tem amor pelo hospital e pela comunidade. “A situação está precária, bastante complicada”. Com tantos anos de casa, ela ajudou muitos brusquenses nascerem.

“É triste tu ver nascer a todo vapor [o hospital] e agora desmoronar tudo”, diz a auxiliar de enfermagem, emocionada. Ela conta que, durante a manhã, lhe veio à cabeça imagens de como era o HEM na década de 1990, quando ela chegou ao hospital para trabalhar.

Nas últimas semanas, já quase não havia pessoas a serem atendidas. Foi um contraste para Noeli, acostumada a ver o HEM sempre cheio. “É triste chegar aqui e não ver ninguém”, diz a funcionária.

Embora já seja aposentada, e portanto tenha uma renda, Noeli ainda tem um problema: parte do seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) não foi depositado. Há 26 anos no HEM, ela considera, agora, pedir a rescisão indireta, via sindicato da categoria.

Despejos

Marise Belotto trabalha como coordenadora de higienização do hospital há quatro anos. “Eu trabalho com uma equipe de 12 colaboradoras, algumas pagam aluguel e e foram despejadas. Isso me afetou”, comenta.

A coordenadora diz que a greve foi necessária diante das várias promessas não cumpridas por parte da diretoria. “É sem explicação, até agora a gente acreditava na administração”.

Apesar disso, ela ainda tem esperança de que uma resposta positiva poderá vir da direção. Ela também cobra salários, férias, 13º e FGTS do hospital.

Sem resposta

O presidente do sindicato da categoria, Ingo Ehlert, esteve no local ontem pela manhã. Segundo ele, apenas três pessoas entraram para trabalhar no turno da manhã, sem impedimentos por parte dos grevistas.

“Estamos aguardando uma manifestação por parte da direção do hospital, em atender a nossa reivindicação e pagar os salários atrasados, o que está dificultando a vida dos trabalhadores”, diz o sindicalista.

De acordo com ele, a diretoria não entrou em contato com os funcionários. Caso exista um indicativo do HEM, os grevista farão uma nova assembleia, contudo, não há previsão para que isso ocorra.

Os grevistas assinaram um livro-ponto, para comprovar a sua frequência.

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